segunda-feira, 6 de julho de 2009

Stakeholders, custos e investimentos

O CFO e a Saúde: custos na empresa
por Ana Paula Martins (Saúde Business)*
01/07/2009
Ter ações de gestão em saúde tornou-se prática fundamental para garantir a eficiência dos custos com o benefício
Já soa até repetitivo dizer que o benefício saúde é o segundo maior custo dentro das corporações, só perdendo para a folha de pagamento. Isso é um fato estabelecido, mas é inevitável citá-lo quando se quer falar em gestão de saúde dentro das organizações. E quando se envolve custos, uma figura se torna fundamental para o sucesso ou o fracasso das ações de saúde dentro das empresas: o CFO.
No Fórum da Qualicorp de Saúde Corporativa, realizado no mês passado, esse foi a tecla mais apertada pelos especialistas em gestão de saúde dentro das empresas. Uma vez que a missão do diretor financeiro é garantir a gestão eficiente do fluxo financeiro da empresa, e daí leia-se ter lucro e rentabilidade com o menor custo, convencê-lo a investir em projetos de gestão de saúde passa a ser um desafio. “Os projetos de gestão de saúde só funcionam quando o envolvimento do board da companhia. O gestor de RH fala muito em preocupação com os funcionários. Quando a discussão vai para a diretoria, a discussão gira em torno de custo, e daí o trabalho de sensibilizá-los com argumentos que vão além das finanças”, acentua o diretor executivo da Axismed, Fábio Abreu.
Para que o projeto seja aceito, o executivo acredita que o foco dos programas precisa ser o resultado perene e isso depende de uma integração de ações dentro da companhia, que vão desde o mapeamento epidemiológico e monitoração de população de risco, até o maior envolvimento dos funcionários no cuidado com sua saúde e no melhor uso do benefício saúde. “Todas essas ações precisam estar alinhadas com a cultura da empresa e apresentar resultados concretos, só assim o projeto torna-se viável”, assinala.
Na visão do diretor da Athon Group, Fernando Fernandes, convencer os CFOs da importância do investimento em projetos de gestão de saúde acaba sendo o principal desafio para a implementação dessas ações. “Já chegamos a ter mais de dez reuniões com o CFO de uma empresa para mostrar o custo-benefício do projeto. A discussão nesse nível é sempre mais árdua”, aponta.
Dentro da sua experiência no setor, o médico aponta aspectos considerados fundamentais para o sucesso dos programas. A primeira delas é buscar soluções costumizadas no mercado. “Cada empresa tem a sua cultura, a sua identidade. Além disso, trabalhar dentro do orçamento estabelecido e ainda em sinergia com a operadora do plano de saúde acabam se mostrando como estratégias mais bem-sucedidas”, aponta.E para convencer o CFO, o caminho mais viável é sempre mostra o retorno que o programa trará para cada real investido e ainda assumir riscos junto com a empresa contratante. “A expectativa é sempre a de redução de custos e quando a empresa parceira assume o risco junto, fica mais fácil vender o projeto. Não dá para fazer gestão em saúde sem ter o CFO e toda a diretoria como aliados”, conclui.
*Ana Paula Martins é editora da Unidade Setores e Negócios/ Saúde da IT Mídia
MARTINS, Ana Paula, O CFO e a Saúde: custos na empresa. Disponível em: <http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=58764> Acesso em: 01 jul. 2009

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