Reação rápida
Gerdau mostra que é possível fazer logo as pazes com o mercado após uma falha grave de governança
Disponível em: <http://www.capitalaberto.com.br/ler_artigo.php?pag=3&sec=28&i=2266>. Acesso em: 08 jul. 2009.
Por Marcelo Loureiro, Repórter da Revista Capital Aberto
Corria o ano de 2006. Mais precisamente, o dia 11 de abril. Uma terça-feira que despontava para a calmaria, no meio de uma semana pascal. Foi nesse cenário que a família controladora da siderúrgica Gerdau se reuniu e, sem alarde, decidiu mudar a cobrança dos royalties pelo uso da marca sem consultar os demais acionistas da companhia. O valor cobrado, que beirava os R$ 600 mil ao ano, passaria a ser medido em percentagem de um indicador. As empresas operacionais do grupo pagariam algo como 0,6% da receita líquida da companhia. Os recursos iriam para o bolso dos controladores a título de cobrança pelo uso do nome da família. A percentagem diminuta não condiz com o volume potencial que a Grupo Gerdau Empreendimentos, holding formada pela família e detentora da marca, arrecadaria com o pagamento. Em números de 2007, cerca de R$ 190 milhões passariam pela holding e iriam pingar nos cofres dos Gerdau. Certamente, a reunião de abril de 2006 entraria para o rol das mais valiosas da história, não fosse por um detalhe: o mercado repugnou as decisões ali tomadas. “Não foi a primeira vez que a Gerdau pecou em governança corporativa”, lembra Catarina Pedrosa, analista da Banif Investment. Ela conta que outros casos (veja mais no quadro) em que a companhia gaúcha era protagonista causaram mal-estar no mercado, mas que o entrevero dos royalties chamou muita atenção pelo montante envolvido. A base usada pela Gerdau para sugerir a mudança foi um estudo encomendado à consultoria de marcas Interbrand, que avaliou a siderúrgica em US$ 885 milhões à época ao levar em conta análises das finanças, da demanda e da marca. Mesmo assim, investidores chiaram. Alguns de forma efusiva. Foi o caso de Mark Mobius, da Templeton. Em maio daquele ano, quando o assunto veio à tona, ele enviou uma carta à direção da Gerdau para criticar a medida. Segundo o noticiário, Mobius dizia ter-se surpreendido com a decisão, por acreditar que a companhia teria mudado a forma de tratar os minoritários. O investidor não se conformava com a hipótese de pagar pela marca de um produto classificado como commodity. Até a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionou. Por meio de um ofício, a autarquia pediu explicações à Gerdau sobre a iniciativa de mudar o cálculo da cobrança sem submetê-la à assembléia. Todas essas pedras foram atiradas em menos de um mês e atingiram em cheio o papel da companhia. Entre os dias 2 e 5 de maio, quando a discussão tornou-se pública, a cotação da ação preferencial recuou de R$ 17 para R$ 15,6. Preocupada, a companhia agiu rápido. No dia 8 de maio, a Gerdau S.A. anunciou ao mercado que não pagaria mais royalties para a família, porque as marcas seriam transferidas para a empresa. “O desenvolvimento da companhia tem no mercado de capitais um de seus principais sustentáculos”, dizia o comunicado. O documento se esforçou em passar a imagem de uma Gerdau preocupada com o que os players pensam sobre ela. O conselho de administração, segundo a companhia, voltou atrás por ter sido “sensível às recomendações do mercado”. Tudo isso em menos de um mês. No feriado de Corpus Christi, comemorado 40 dias após a Páscoa, os royalties eram apenas uma marca do passado.
A resposta vem a cavalo
Numa crise de governança corporativa como a experimentada pela Gerdau, agilidade e sensatez são ingredientes fundamentais para encontrar a saída. Nos poucos dias em que o assunto esteve no noticiário, a siderúrgica chegou a defender a autoridade do conselho de administração para deliberar sobre o assunto sem consultar os acionistas. Mas conseguiu interpretar a cólera do mercado antes que o estrago na imagem da companhia fosse irreversível. Para Catarina Pedrosa, analista do Banif, a reação rápida era essencial. “Até porque os R$ 600 mil que a Gerdau deixou de pagar a título de royalties não fazem muita diferença para a família”, alfineta. A maleabilidade apresentada pela Gerdau pode ser creditada à experiência adquirida pela companhia ao longo de alguns imbróglios com analistas e minoritários. Outro episódio que gerou rusgas foi o do empréstimo que a companhia concedeu ao Haras Joter. Controlado pela família Gerdau, o empreendimento recebeu empréstimo de R$ 45 milhões da companhia nos anos 1990. Em 2002, um analista questionou a siderúrgica pelo dado no balanço patrimonial. A última parcela da operação — feita em bases de mercado, segundo a empresa — havia sido quitada no mesmo ano, mas arranhou a imagem da Gerdau perante o mercado. Nem o fato de o atual comandante André Gerdau Johannpeter ter sido medalhista olímpico por duas oportunidades com o cavalo Calei, do haras, amenizou a reação. “O empréstimo foi feito antes da internacionalização da siderúrgica”, explica Catarina. A entrada da Gerdau em novos mercados ajudou a melhorar a forma como a companhia trata os minoritários, acredita a analista. “O que não impede que, às vezes, os controladores lancem balões de ensaio”, afirma “Mas, se o mercado questionar, ela volta atrás.” E rápido, de preferência.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Stakeholders, custos e investimentos
O CFO e a Saúde: custos na empresa
por Ana Paula Martins (Saúde Business)*
01/07/2009
Ter ações de gestão em saúde tornou-se prática fundamental para garantir a eficiência dos custos com o benefício
Já soa até repetitivo dizer que o benefício saúde é o segundo maior custo dentro das corporações, só perdendo para a folha de pagamento. Isso é um fato estabelecido, mas é inevitável citá-lo quando se quer falar em gestão de saúde dentro das organizações. E quando se envolve custos, uma figura se torna fundamental para o sucesso ou o fracasso das ações de saúde dentro das empresas: o CFO.
No Fórum da Qualicorp de Saúde Corporativa, realizado no mês passado, esse foi a tecla mais apertada pelos especialistas em gestão de saúde dentro das empresas. Uma vez que a missão do diretor financeiro é garantir a gestão eficiente do fluxo financeiro da empresa, e daí leia-se ter lucro e rentabilidade com o menor custo, convencê-lo a investir em projetos de gestão de saúde passa a ser um desafio. “Os projetos de gestão de saúde só funcionam quando o envolvimento do board da companhia. O gestor de RH fala muito em preocupação com os funcionários. Quando a discussão vai para a diretoria, a discussão gira em torno de custo, e daí o trabalho de sensibilizá-los com argumentos que vão além das finanças”, acentua o diretor executivo da Axismed, Fábio Abreu.
Para que o projeto seja aceito, o executivo acredita que o foco dos programas precisa ser o resultado perene e isso depende de uma integração de ações dentro da companhia, que vão desde o mapeamento epidemiológico e monitoração de população de risco, até o maior envolvimento dos funcionários no cuidado com sua saúde e no melhor uso do benefício saúde. “Todas essas ações precisam estar alinhadas com a cultura da empresa e apresentar resultados concretos, só assim o projeto torna-se viável”, assinala.
Na visão do diretor da Athon Group, Fernando Fernandes, convencer os CFOs da importância do investimento em projetos de gestão de saúde acaba sendo o principal desafio para a implementação dessas ações. “Já chegamos a ter mais de dez reuniões com o CFO de uma empresa para mostrar o custo-benefício do projeto. A discussão nesse nível é sempre mais árdua”, aponta.
Dentro da sua experiência no setor, o médico aponta aspectos considerados fundamentais para o sucesso dos programas. A primeira delas é buscar soluções costumizadas no mercado. “Cada empresa tem a sua cultura, a sua identidade. Além disso, trabalhar dentro do orçamento estabelecido e ainda em sinergia com a operadora do plano de saúde acabam se mostrando como estratégias mais bem-sucedidas”, aponta.E para convencer o CFO, o caminho mais viável é sempre mostra o retorno que o programa trará para cada real investido e ainda assumir riscos junto com a empresa contratante. “A expectativa é sempre a de redução de custos e quando a empresa parceira assume o risco junto, fica mais fácil vender o projeto. Não dá para fazer gestão em saúde sem ter o CFO e toda a diretoria como aliados”, conclui.
*Ana Paula Martins é editora da Unidade Setores e Negócios/ Saúde da IT Mídia
MARTINS, Ana Paula, O CFO e a Saúde: custos na empresa. Disponível em: <http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=58764> Acesso em: 01 jul. 2009
por Ana Paula Martins (Saúde Business)*
01/07/2009
Ter ações de gestão em saúde tornou-se prática fundamental para garantir a eficiência dos custos com o benefício
Já soa até repetitivo dizer que o benefício saúde é o segundo maior custo dentro das corporações, só perdendo para a folha de pagamento. Isso é um fato estabelecido, mas é inevitável citá-lo quando se quer falar em gestão de saúde dentro das organizações. E quando se envolve custos, uma figura se torna fundamental para o sucesso ou o fracasso das ações de saúde dentro das empresas: o CFO.
No Fórum da Qualicorp de Saúde Corporativa, realizado no mês passado, esse foi a tecla mais apertada pelos especialistas em gestão de saúde dentro das empresas. Uma vez que a missão do diretor financeiro é garantir a gestão eficiente do fluxo financeiro da empresa, e daí leia-se ter lucro e rentabilidade com o menor custo, convencê-lo a investir em projetos de gestão de saúde passa a ser um desafio. “Os projetos de gestão de saúde só funcionam quando o envolvimento do board da companhia. O gestor de RH fala muito em preocupação com os funcionários. Quando a discussão vai para a diretoria, a discussão gira em torno de custo, e daí o trabalho de sensibilizá-los com argumentos que vão além das finanças”, acentua o diretor executivo da Axismed, Fábio Abreu.
Para que o projeto seja aceito, o executivo acredita que o foco dos programas precisa ser o resultado perene e isso depende de uma integração de ações dentro da companhia, que vão desde o mapeamento epidemiológico e monitoração de população de risco, até o maior envolvimento dos funcionários no cuidado com sua saúde e no melhor uso do benefício saúde. “Todas essas ações precisam estar alinhadas com a cultura da empresa e apresentar resultados concretos, só assim o projeto torna-se viável”, assinala.
Na visão do diretor da Athon Group, Fernando Fernandes, convencer os CFOs da importância do investimento em projetos de gestão de saúde acaba sendo o principal desafio para a implementação dessas ações. “Já chegamos a ter mais de dez reuniões com o CFO de uma empresa para mostrar o custo-benefício do projeto. A discussão nesse nível é sempre mais árdua”, aponta.
Dentro da sua experiência no setor, o médico aponta aspectos considerados fundamentais para o sucesso dos programas. A primeira delas é buscar soluções costumizadas no mercado. “Cada empresa tem a sua cultura, a sua identidade. Além disso, trabalhar dentro do orçamento estabelecido e ainda em sinergia com a operadora do plano de saúde acabam se mostrando como estratégias mais bem-sucedidas”, aponta.E para convencer o CFO, o caminho mais viável é sempre mostra o retorno que o programa trará para cada real investido e ainda assumir riscos junto com a empresa contratante. “A expectativa é sempre a de redução de custos e quando a empresa parceira assume o risco junto, fica mais fácil vender o projeto. Não dá para fazer gestão em saúde sem ter o CFO e toda a diretoria como aliados”, conclui.
*Ana Paula Martins é editora da Unidade Setores e Negócios/ Saúde da IT Mídia
MARTINS, Ana Paula, O CFO e a Saúde: custos na empresa. Disponível em: <http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=58764> Acesso em: 01 jul. 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Fraude Societe
25/01/2008 - 18h01
Tamanho da fraude no Société Générale chocou operador que quebrou banco inglês
da BBC Brasil
O ex-operador de mercado inglês Nick Leeson, que em 1995 foi o responsável pela fraude que levou à queda do banco Barings, disse que ficou surpreso com o volume de dinheiro movimentado na fraude que atingiu o banco Société Générale, o segundo maior da França.
Apesar disso, Leeson --cuja história foi contada no filme "A Fraude", de 1999, estrelado por Ewan McGregor-- disse que não se surpreendeu com o fato, em si, da fraude ter ocorrido.
"A primeira coisa que veio à minha mente não foi necessariamente o choque de que isso poderia ocorrer de novo --acho que as operações desonestas são, provavelmente, ocorrências diárias nos mercados financeiros. O que realmente me chocou foi o tamanho (da fraude)", disse Leeson à BBC.
Na quinta-feira, o Société Générale anunciou ter perdido US$ 7 bilhões por causa de fraudes cometidas por um único operador. O banco ainda não divulgou seu nome, mas a imprensa francesa o identificou como Jerome Kerviel, de 31 anos.
Essa é uma das maiores fraudes de todos os tempos já cometidas por um único operador contra um banco. O Société Générale já abriu uma queixa formal contra o operador, que foi suspenso das atividades e estaria desaparecido.
Buracos
Para Leeson, as fraudes ainda são possíveis porque os bancos não taparam os "buracos" nos sistemas de segurança.
"Eles não fecharam as brechas. Acho que quando você olha para o que os bancos estão tentando fazer, [vê que] eles se focam em fazer dinheiro."
Leeson foi gerente de operações de mercados futuros no banco Barings em Cingapura, e em 1995 causou prejuízos de quase US$ 1,4 bilhão com operações nos mercados asiáticos, acabando com as reservas do banco e provocando sua quebra.
"O que eu queria, e tenho certeza de que é o que este rapaz queria também, era o sucesso. Sucesso foi o que o levou a fazer isso", disse Leeson, que cumpriu pena de quatro anos pela fraude em Cingapura.
"O maior medo dele era o de fracasso. (...) Ele sobreviveu um dia, uma semana, um mês. Finalmente, você começa a acreditar que talvez não seja tão ruim assim."
"Há um grau de compulsão também --ele acredita que está certo, e que no final a posição vai se inverter. E infelizmente isso não ocorreu."
Atualmente, Leeson é o presidente de um clube de futebol irlandês.
Nesta sexta-feira, o Société Générale publicou um anúncio de página inteira nos principais jornais franceses, pedindo desculpas aos acionistas.
"Eu entendo sua decepção, sua raiva. A situação é perfeitamente inaceitável", escreveu o presidente do banco, Daniel Bouton.
Tamanho da fraude no Société Générale chocou operador que quebrou banco inglês
da BBC Brasil
O ex-operador de mercado inglês Nick Leeson, que em 1995 foi o responsável pela fraude que levou à queda do banco Barings, disse que ficou surpreso com o volume de dinheiro movimentado na fraude que atingiu o banco Société Générale, o segundo maior da França.
Apesar disso, Leeson --cuja história foi contada no filme "A Fraude", de 1999, estrelado por Ewan McGregor-- disse que não se surpreendeu com o fato, em si, da fraude ter ocorrido.
"A primeira coisa que veio à minha mente não foi necessariamente o choque de que isso poderia ocorrer de novo --acho que as operações desonestas são, provavelmente, ocorrências diárias nos mercados financeiros. O que realmente me chocou foi o tamanho (da fraude)", disse Leeson à BBC.
Na quinta-feira, o Société Générale anunciou ter perdido US$ 7 bilhões por causa de fraudes cometidas por um único operador. O banco ainda não divulgou seu nome, mas a imprensa francesa o identificou como Jerome Kerviel, de 31 anos.
Essa é uma das maiores fraudes de todos os tempos já cometidas por um único operador contra um banco. O Société Générale já abriu uma queixa formal contra o operador, que foi suspenso das atividades e estaria desaparecido.
Buracos
Para Leeson, as fraudes ainda são possíveis porque os bancos não taparam os "buracos" nos sistemas de segurança.
"Eles não fecharam as brechas. Acho que quando você olha para o que os bancos estão tentando fazer, [vê que] eles se focam em fazer dinheiro."
Leeson foi gerente de operações de mercados futuros no banco Barings em Cingapura, e em 1995 causou prejuízos de quase US$ 1,4 bilhão com operações nos mercados asiáticos, acabando com as reservas do banco e provocando sua quebra.
"O que eu queria, e tenho certeza de que é o que este rapaz queria também, era o sucesso. Sucesso foi o que o levou a fazer isso", disse Leeson, que cumpriu pena de quatro anos pela fraude em Cingapura.
"O maior medo dele era o de fracasso. (...) Ele sobreviveu um dia, uma semana, um mês. Finalmente, você começa a acreditar que talvez não seja tão ruim assim."
"Há um grau de compulsão também --ele acredita que está certo, e que no final a posição vai se inverter. E infelizmente isso não ocorreu."
Atualmente, Leeson é o presidente de um clube de futebol irlandês.
Nesta sexta-feira, o Société Générale publicou um anúncio de página inteira nos principais jornais franceses, pedindo desculpas aos acionistas.
"Eu entendo sua decepção, sua raiva. A situação é perfeitamente inaceitável", escreveu o presidente do banco, Daniel Bouton.
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Societe e fraude
24/01/2008 - 09h13
Banco francês perde mais de US$ 10 bi com fraude e créditos de risco
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Dim hasPlayer, playerversion
hasPlayer = false
playerversion = 10
Do While playerversion > 0
On Error Resume Next
hasPlayer = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash." & playerversion)))
If hasPlayer = true Then Exit Do
playerversion = playerversion - 1
Loop
DEfVr = playerversion
DEplg = hasPlayer
da Folha Online
O banco francês Société Générale informou nesta quinta-feira que irá registrar uma perda de cerca de US$ 7,16 bilhões devido a um esquema de fraude elaborado por um operador e que irá fazer uma redução de US$ 2,99 bilhões em seus ativos ligados ao mercado de créditos de risco. Com a fraude, o banco espera agora que seu lucro líquido em 2007 fique entre US$ 877 milhões e US$ 1,16 bilhão.
O banco anunciou ter descoberto o caso de fraude em sua divisão de mercados futuros para a França no último fim de semana. O operador envolvido no esquema era responsável por negociar papéis chamados de "plain vanilla" --instrumento financeiro de tipo mais simples, em geral na forma de opções de ações, títulos ou contratos futuros.
Ele assumiu posições fraudulentas no ano passado e neste ano através de um "esquema de transações fictícias", abusando do acesso que tinha a informações sobre os sistemas de segurança do grupo, segundo o banco. O operador (cujo nome não havia ainda sido revelado) assumiu a fraude e o processo de demissão já foi iniciado. Os supervisores imediatos ligados a ele também serão demitidos, segundo comunicado.
A diretoria do Société Générale rejeitou o pedido de renúncia feito pelo executivo-chefe, Daniel Bouton.
As ações do banco tiveram suas negociações suspensas na Bolsa de Paris logo após a abertura, segundo a operadora da Bolsa, a Euronext.
"Hoje é um dia difícil para os acionistas do Société Générale; a sensação é a de um copo meio vazio", informou em uma nota o banco de investimentos J.P. Morgan.
O banco informou ainda que terá de fazer uma captação de US$ 8,02 bilhões em capital novo "nas próximas semanas".
Em 1995, o britânico Barings Bank quebrou com o golpe aplicado por Nick Leeson, que era gerente de negócios com contratos futuros do banco em Cingapura. Na época, Leeson, que acabou preso, perdeu cerca de US$ 1,3 bilhão em negócios não autorizados pelo banco. Outro banco que quebrou com esquemas de fraudes foi o BCCI (Bank of Credit and Commerce International), em 1991, com a perda de mais de US$ 10 bilhões à época.
Ação
Segundo a agência de notícias France Presse, um advogado que representa cem acionistas do Société Générale vai apresentar uma demanda ao procurador de Paris por "fraude, abuso de confiança, falsificação, cumplicidade e ocultação".
O Banco da França (banco central francês, ligado ao Banco Central Europeu) informou que foi imediatamente informado da descoberta desta fraude e de suas conseqüências. "Uma investigação da Comissão Bancária será feita para examinar as condições nas quais aconteceu a fraude", diz o texto.
Banco francês perde mais de US$ 10 bi com fraude e créditos de risco
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Dim hasPlayer, playerversion
hasPlayer = false
playerversion = 10
Do While playerversion > 0
On Error Resume Next
hasPlayer = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash." & playerversion)))
If hasPlayer = true Then Exit Do
playerversion = playerversion - 1
Loop
DEfVr = playerversion
DEplg = hasPlayer
da Folha Online
O banco francês Société Générale informou nesta quinta-feira que irá registrar uma perda de cerca de US$ 7,16 bilhões devido a um esquema de fraude elaborado por um operador e que irá fazer uma redução de US$ 2,99 bilhões em seus ativos ligados ao mercado de créditos de risco. Com a fraude, o banco espera agora que seu lucro líquido em 2007 fique entre US$ 877 milhões e US$ 1,16 bilhão.
O banco anunciou ter descoberto o caso de fraude em sua divisão de mercados futuros para a França no último fim de semana. O operador envolvido no esquema era responsável por negociar papéis chamados de "plain vanilla" --instrumento financeiro de tipo mais simples, em geral na forma de opções de ações, títulos ou contratos futuros.
Ele assumiu posições fraudulentas no ano passado e neste ano através de um "esquema de transações fictícias", abusando do acesso que tinha a informações sobre os sistemas de segurança do grupo, segundo o banco. O operador (cujo nome não havia ainda sido revelado) assumiu a fraude e o processo de demissão já foi iniciado. Os supervisores imediatos ligados a ele também serão demitidos, segundo comunicado.
A diretoria do Société Générale rejeitou o pedido de renúncia feito pelo executivo-chefe, Daniel Bouton.
As ações do banco tiveram suas negociações suspensas na Bolsa de Paris logo após a abertura, segundo a operadora da Bolsa, a Euronext.
"Hoje é um dia difícil para os acionistas do Société Générale; a sensação é a de um copo meio vazio", informou em uma nota o banco de investimentos J.P. Morgan.
O banco informou ainda que terá de fazer uma captação de US$ 8,02 bilhões em capital novo "nas próximas semanas".
Em 1995, o britânico Barings Bank quebrou com o golpe aplicado por Nick Leeson, que era gerente de negócios com contratos futuros do banco em Cingapura. Na época, Leeson, que acabou preso, perdeu cerca de US$ 1,3 bilhão em negócios não autorizados pelo banco. Outro banco que quebrou com esquemas de fraudes foi o BCCI (Bank of Credit and Commerce International), em 1991, com a perda de mais de US$ 10 bilhões à época.
Ação
Segundo a agência de notícias France Presse, um advogado que representa cem acionistas do Société Générale vai apresentar uma demanda ao procurador de Paris por "fraude, abuso de confiança, falsificação, cumplicidade e ocultação".
O Banco da França (banco central francês, ligado ao Banco Central Europeu) informou que foi imediatamente informado da descoberta desta fraude e de suas conseqüências. "Uma investigação da Comissão Bancária será feita para examinar as condições nas quais aconteceu a fraude", diz o texto.
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Wall Street 2 vem ai
Finanças
5/9/2007
O império contra-atacaLondres reage à decadência e disputa com Nova York o título de centro financeiro mundial
STUTTARD, DA CITY, provoca o touro de Wall Street e vem ao Brasil para conquistar clientes: “Se forem lançar ações, venham para Londres”
Londres X Nova York
COMENTE A REPORTAGEM
Com toda a pompa e circunstância, o inglês John Stuttard prepara-se para falar a banqueiros, corretores de valores e investidores num almoço promovido pela BM&F em Campos do Jordão. O calor de agosto esquenta o dia na cidade serrana, mas ele não perde a pose e mantém abotoado o paletó – de risca de giz, of course. No peito, um centenário medalhão de ouro branco, com 250 diamantes e o brasão da City of London. Stuttard é o 679º Lord Mayor da City, como é chamado o prefeito honorário e embaixador global do distrito financeiro londrino. Com o sotaque típico da realeza britânica, faz os cumprimentos de praxe e não perde tempo para soltar a primeira piada. Seu alvo é o verdadeiro prefeito de Londres, um polêmico político do Partido Trabalhista, com quem às vezes costuma ser confundido. “Meu nome não é Ken Livingstone”, diz, arrancando os primeiros sorrisos. “Ele prefere ir para a cama com Hugo Chávez em vez de George Bush, mas eu não dormiria com nenhum deles.” A platéia delira.
Que ninguém se engane. Lord Mayor não está para brincadeiras e declarou guerra a Wall Street. Em sua viagem de três semanas pelo Brasil, encerrada no sábado 1o em São Paulo, ele tentou seduzir empresários, financistas, políticos e até estudantes para fazerem negócios na City londrina. Em todas as ocasiões, bradou as vantagens do distrito financeiro inglês – um quadrado com uma milha (1,6 km) no centro da antiga capital imperial – e lembrou as desvantagens da concorrente americana. “Não quero zombar de Nova York. Nós adoramos Nova York. Mas, se vocês tiverem de lançar ações, venham para Londres”, convidou. Até agora, somente três empresas brasileiras, todas novatas, aventuraram-se a captar recursos na City: Itacaré, Clean Energy Brazil e Infinity Bio Energy. Na Bolsa de Nova York (a NYSE), que atrai as companhias tupiniquins desde os anos 90, esse número é 11 vezes maior. Todas as grandes estrelas da Bovespa são negociadas por lá.
Para reverter a preferência a seu favor, Lord Mayor veio pegar o touro de Wall Street à unha no próprio quintal brasileiro da NYSE. Em São Paulo, além da BM&F, passou na Fiesp e esteve com o prefeito Gilberto Kassab e o ministro Miguel Jorge. No Rio de Janeiro, visitou a Firjan e o governador Sérgio Cabral. E, claro, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli – a estatal é a empresa estrangeira mais negociada em Nova York. Em Porto Alegre, Stuttard foi à Fiergs e à governadora Yeda Crusius. Em todas as ocasiões, medalhão no peito e discurso no bolso, como fez nas 22 viagens a países estrangeiros desde que assumiu o cargo não-remunerado de Lord Mayor, em novembro passado. O mandato é de um ano. Nesta semana, seu destino é o México. Levou consigo o mesmo cardápio de serviços que ofereceu aos brasileiros: grandes mercados de ações, bônus, moedas, seguros e até consultoria em parcerias público-privadas, as PPPs. “Fizemos mais de 800 PPPs no Reino Unido e podemos ajudar com nosso know-how”, afirmou, em inglês, aos interlocutores em Campos do Jordão. E emendou, num português pouco convincente: “Nosso centro financeiro não é só para inglês ver.”
“NOSSO CENTRO FINANCEIRO NÃO É SÓ PARA INGLÊS VER” JOHN STUTTARD
Não é mesmo. Ao que tudo indica, o contra-ataque do antigo Império está sendo bem-sucedido. Os números de Stuttard, um contador que fez carreira no mercado de capitais, são eloqüentes. A City de Londres movimenta recursos de mais de US$ 7 trilhões, emprega mais de um milhão de pessoas e contribui com 12% do Produto Interno Bruto britânico. Lá, são realizados 32% das operações com moedas e 90% dos contratos de metais negociados no mundo. Mais de 600 empresas estrangeiras são negociadas na Bolsa de Valores de Londres (LSE). Pelo menos nos lançamentos de ações, os IPO’s, a LSE está na frente da NYSE. No ano passado, foram levantados pelas empresas US$ 104 bilhões em Londres e US$ 69 bilhões em Nova York. Este ano, a primeira registrou US$ 26 bilhões até junho e a segunda, US$ 21 bilhões. No mercado de balcão, o inglês Alternative Investment Market (AIM) já rivaliza com a americana Nasdaq na atração de empresas internacionais com desejo de exposição global. “Em um ano, atraímos mais empresas do que Nova York e Hong Kong”, gaba-se Lord Mayor. Até mesmo Hollywood sucumbiu aos encantos da City. Onde será rodada a continuação do famoso filme Wall Street (1987), em que o astro Michael Douglas interpreta o investidor inescrupuloso Gordon Gekko? Em Londres.
Essa virada histórica, depois de décadas de supremacia americana, tem fundamentos opostos dos dois lados do oceano atlântico. Neste século, além de sofrer a perda das Torres Gêmeas em 2001, Wall Street foi abalada pela crise de confiança corporativa com a quebra da Enron. Atolada em fraudes contábeis, a companhia causou prejuízos imensos aos investidores americanos. O Congresso americano reagiu com firmeza e apertou ainda mais as rédeas da legislação que regula a atividade das companhias abertas. A lei Sarbanes-Oxley (SOX), de 2001, é detalhista e responsabiliza o presidente e o diretor financeiro por eventuais problemas contábeis, entre outras medidas. O ambiente de negócios piorou. “A Sarbanes-Oxley está matando Nova York. É o último prego no caixão de Wall Street”, afirmou Stuttard à DINHEIRO.
SINAL DOS TEMPOS: A CONTINUAÇÃO DO FILME WALL STREET SERÁ RODADA EM LONDRES
Em Londres, ocorreu o contrário. Num movimento que ele chama de “Big Bang”, o governo britânico liberalizou o mercado financeiro e permitiu a entrada de empresas e investidores estrangeiros, sem restrições. O foco é maior na governança corporativa das próprias empresas do que na imposição permanente de regras. A supervisão ficou a cargo da Financial Services Authority (FSA), uma agência pró-mercado. O Banco da Inglaterra ganhou independência para tocar a política monetária e deu estabilidade macroeconômica aos investidores. O atual primeiro-ministro Gordon Brown, que durante dez anos ocupou o cargo de Chancellor of the Exchequer – espécie de ministro das Finanças –, coordenou essas mudanças. “Brown orgulha-se de não ter criado regulamentações quando os Estados Unidos criaram a SOX”, diz Lord Mayor. É por isso que empresas chinesas, indianas e russas preferem a City a Wall Street. Falta agora conquistar as brasileiras. O touro que se cuide
5/9/2007
O império contra-atacaLondres reage à decadência e disputa com Nova York o título de centro financeiro mundial
STUTTARD, DA CITY, provoca o touro de Wall Street e vem ao Brasil para conquistar clientes: “Se forem lançar ações, venham para Londres”
Londres X Nova York
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Com toda a pompa e circunstância, o inglês John Stuttard prepara-se para falar a banqueiros, corretores de valores e investidores num almoço promovido pela BM&F em Campos do Jordão. O calor de agosto esquenta o dia na cidade serrana, mas ele não perde a pose e mantém abotoado o paletó – de risca de giz, of course. No peito, um centenário medalhão de ouro branco, com 250 diamantes e o brasão da City of London. Stuttard é o 679º Lord Mayor da City, como é chamado o prefeito honorário e embaixador global do distrito financeiro londrino. Com o sotaque típico da realeza britânica, faz os cumprimentos de praxe e não perde tempo para soltar a primeira piada. Seu alvo é o verdadeiro prefeito de Londres, um polêmico político do Partido Trabalhista, com quem às vezes costuma ser confundido. “Meu nome não é Ken Livingstone”, diz, arrancando os primeiros sorrisos. “Ele prefere ir para a cama com Hugo Chávez em vez de George Bush, mas eu não dormiria com nenhum deles.” A platéia delira.
Que ninguém se engane. Lord Mayor não está para brincadeiras e declarou guerra a Wall Street. Em sua viagem de três semanas pelo Brasil, encerrada no sábado 1o em São Paulo, ele tentou seduzir empresários, financistas, políticos e até estudantes para fazerem negócios na City londrina. Em todas as ocasiões, bradou as vantagens do distrito financeiro inglês – um quadrado com uma milha (1,6 km) no centro da antiga capital imperial – e lembrou as desvantagens da concorrente americana. “Não quero zombar de Nova York. Nós adoramos Nova York. Mas, se vocês tiverem de lançar ações, venham para Londres”, convidou. Até agora, somente três empresas brasileiras, todas novatas, aventuraram-se a captar recursos na City: Itacaré, Clean Energy Brazil e Infinity Bio Energy. Na Bolsa de Nova York (a NYSE), que atrai as companhias tupiniquins desde os anos 90, esse número é 11 vezes maior. Todas as grandes estrelas da Bovespa são negociadas por lá.
Para reverter a preferência a seu favor, Lord Mayor veio pegar o touro de Wall Street à unha no próprio quintal brasileiro da NYSE. Em São Paulo, além da BM&F, passou na Fiesp e esteve com o prefeito Gilberto Kassab e o ministro Miguel Jorge. No Rio de Janeiro, visitou a Firjan e o governador Sérgio Cabral. E, claro, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli – a estatal é a empresa estrangeira mais negociada em Nova York. Em Porto Alegre, Stuttard foi à Fiergs e à governadora Yeda Crusius. Em todas as ocasiões, medalhão no peito e discurso no bolso, como fez nas 22 viagens a países estrangeiros desde que assumiu o cargo não-remunerado de Lord Mayor, em novembro passado. O mandato é de um ano. Nesta semana, seu destino é o México. Levou consigo o mesmo cardápio de serviços que ofereceu aos brasileiros: grandes mercados de ações, bônus, moedas, seguros e até consultoria em parcerias público-privadas, as PPPs. “Fizemos mais de 800 PPPs no Reino Unido e podemos ajudar com nosso know-how”, afirmou, em inglês, aos interlocutores em Campos do Jordão. E emendou, num português pouco convincente: “Nosso centro financeiro não é só para inglês ver.”
“NOSSO CENTRO FINANCEIRO NÃO É SÓ PARA INGLÊS VER” JOHN STUTTARD
Não é mesmo. Ao que tudo indica, o contra-ataque do antigo Império está sendo bem-sucedido. Os números de Stuttard, um contador que fez carreira no mercado de capitais, são eloqüentes. A City de Londres movimenta recursos de mais de US$ 7 trilhões, emprega mais de um milhão de pessoas e contribui com 12% do Produto Interno Bruto britânico. Lá, são realizados 32% das operações com moedas e 90% dos contratos de metais negociados no mundo. Mais de 600 empresas estrangeiras são negociadas na Bolsa de Valores de Londres (LSE). Pelo menos nos lançamentos de ações, os IPO’s, a LSE está na frente da NYSE. No ano passado, foram levantados pelas empresas US$ 104 bilhões em Londres e US$ 69 bilhões em Nova York. Este ano, a primeira registrou US$ 26 bilhões até junho e a segunda, US$ 21 bilhões. No mercado de balcão, o inglês Alternative Investment Market (AIM) já rivaliza com a americana Nasdaq na atração de empresas internacionais com desejo de exposição global. “Em um ano, atraímos mais empresas do que Nova York e Hong Kong”, gaba-se Lord Mayor. Até mesmo Hollywood sucumbiu aos encantos da City. Onde será rodada a continuação do famoso filme Wall Street (1987), em que o astro Michael Douglas interpreta o investidor inescrupuloso Gordon Gekko? Em Londres.
Essa virada histórica, depois de décadas de supremacia americana, tem fundamentos opostos dos dois lados do oceano atlântico. Neste século, além de sofrer a perda das Torres Gêmeas em 2001, Wall Street foi abalada pela crise de confiança corporativa com a quebra da Enron. Atolada em fraudes contábeis, a companhia causou prejuízos imensos aos investidores americanos. O Congresso americano reagiu com firmeza e apertou ainda mais as rédeas da legislação que regula a atividade das companhias abertas. A lei Sarbanes-Oxley (SOX), de 2001, é detalhista e responsabiliza o presidente e o diretor financeiro por eventuais problemas contábeis, entre outras medidas. O ambiente de negócios piorou. “A Sarbanes-Oxley está matando Nova York. É o último prego no caixão de Wall Street”, afirmou Stuttard à DINHEIRO.
SINAL DOS TEMPOS: A CONTINUAÇÃO DO FILME WALL STREET SERÁ RODADA EM LONDRES
Em Londres, ocorreu o contrário. Num movimento que ele chama de “Big Bang”, o governo britânico liberalizou o mercado financeiro e permitiu a entrada de empresas e investidores estrangeiros, sem restrições. O foco é maior na governança corporativa das próprias empresas do que na imposição permanente de regras. A supervisão ficou a cargo da Financial Services Authority (FSA), uma agência pró-mercado. O Banco da Inglaterra ganhou independência para tocar a política monetária e deu estabilidade macroeconômica aos investidores. O atual primeiro-ministro Gordon Brown, que durante dez anos ocupou o cargo de Chancellor of the Exchequer – espécie de ministro das Finanças –, coordenou essas mudanças. “Brown orgulha-se de não ter criado regulamentações quando os Estados Unidos criaram a SOX”, diz Lord Mayor. É por isso que empresas chinesas, indianas e russas preferem a City a Wall Street. Falta agora conquistar as brasileiras. O touro que se cuide
Aipiou!
O balanço do IPO da Visanet
Por Cláudio Gradilone 29/06/2009 - 17:19
Abertura de capital mais esperada do ano, o lançamento de ações da Visanet relembrou os velhos e bons tempos de euforia do mercado. No fim do dia, os papéis eram negociados com uma alta de 14,3%, a R$ 17,15. Depois de uma derrapada no início dos negócios, as cotações foram de vento em popa até o final, encerrando perto das máximas do dia.
Isso quer dizer que a má fase do mercado passou, e que de agora em diante os investidores terão só alegrias no mercado? Vamos com calma. As ações da Visanet tiveram um desempenho tão bom muito mais em função dos méritos da própria empresa do que devido às boas condições do mercado.
A Visanet, assim como sua principal concorrente, a Redecard, são empresas que praticamente só têm qualidades. Dominam o mercado com uma fatia de 90%, praticamente um duopólio, que lhes permite impor condições sobre seus principais clientes, que não são os possuidores de cartões, mas os estabelecimentos comerciais. Donos de loja têm de comprar pelo menos dois terminais de operação, um da Visanet e outro da Redecard. É péssimo para quem tem loja, mas é ótimo para quem tem ações da empresa.
Há mais. As duas operam em um setor em franca expansão e que ganha dinheiro com aumento da escala. O uso de pagamentos eletrônicos, como os cartões de débito e de crédito, só vem crescendo e agora começa a ganhar peso até mesmo nas classes C e D.
Há desvantagens, claro: o setor vem sentindo a pressão das autoridades para a ruptura do duopólio, com medidas que podem obrigar as concorrentes a compartilhar suas redes. Se isso ocorrer, os lojistas só precisarão ter um terminal, podendo aceitar cartões das duas bandeiras e pagando apenas uma taxa. Pode ocorrer, dizem os especialistas em cartões, mas é algo pouco provável no curto prazo.
A Visanet vale a pena, por isso suas ações subiram com tanta força, mas isso não quer dizer que o mercado esteja engatando uma trajetória consistente de alta. Ao contrário, após voltar ao patamar de 52 000 pontos, o Índice Bovespa deverá iniciar um movimento sem uma tendência definida.
Há várias razões para isso. Os dois grandes propulsores da valorização das ações no primeiro semestre, que foram a queda dos juros e os pacotes de ajuda governamental no Brasil e no exterior, começam a perder a força.
Os juros podem cair mais um pouco, mas a expectativa firme do mercado é que eles voltem a subir em algum momento em 2010. Pode ser janeiro (para os pessimistas) ou junho (para os otimistas).
Já o efeito dos pacotes de ajuda governamental está chegando ao fim, pois eles já cumpriram seu papel, que era de impedir uma quebra sistêmica dos bancos em todo o mundo. Estatizado, combalido e várias ordens de grandeza menor do que era, o sistema bancário continua e precisa cada vez menos de dinheiro estatal. Ou seja, as injeções de liquidez que irrigaram os mercados no primeiro semestre vão secar definitivamente.
Por tudo isso, o movimento das ações deverá ser errático e sem tendência definida, em um cenário no geral positivo, mas sem fôlego para novas grandes ondas de valorização.
Por Cláudio Gradilone 29/06/2009 - 17:19
Abertura de capital mais esperada do ano, o lançamento de ações da Visanet relembrou os velhos e bons tempos de euforia do mercado. No fim do dia, os papéis eram negociados com uma alta de 14,3%, a R$ 17,15. Depois de uma derrapada no início dos negócios, as cotações foram de vento em popa até o final, encerrando perto das máximas do dia.
Isso quer dizer que a má fase do mercado passou, e que de agora em diante os investidores terão só alegrias no mercado? Vamos com calma. As ações da Visanet tiveram um desempenho tão bom muito mais em função dos méritos da própria empresa do que devido às boas condições do mercado.
A Visanet, assim como sua principal concorrente, a Redecard, são empresas que praticamente só têm qualidades. Dominam o mercado com uma fatia de 90%, praticamente um duopólio, que lhes permite impor condições sobre seus principais clientes, que não são os possuidores de cartões, mas os estabelecimentos comerciais. Donos de loja têm de comprar pelo menos dois terminais de operação, um da Visanet e outro da Redecard. É péssimo para quem tem loja, mas é ótimo para quem tem ações da empresa.
Há mais. As duas operam em um setor em franca expansão e que ganha dinheiro com aumento da escala. O uso de pagamentos eletrônicos, como os cartões de débito e de crédito, só vem crescendo e agora começa a ganhar peso até mesmo nas classes C e D.
Há desvantagens, claro: o setor vem sentindo a pressão das autoridades para a ruptura do duopólio, com medidas que podem obrigar as concorrentes a compartilhar suas redes. Se isso ocorrer, os lojistas só precisarão ter um terminal, podendo aceitar cartões das duas bandeiras e pagando apenas uma taxa. Pode ocorrer, dizem os especialistas em cartões, mas é algo pouco provável no curto prazo.
A Visanet vale a pena, por isso suas ações subiram com tanta força, mas isso não quer dizer que o mercado esteja engatando uma trajetória consistente de alta. Ao contrário, após voltar ao patamar de 52 000 pontos, o Índice Bovespa deverá iniciar um movimento sem uma tendência definida.
Há várias razões para isso. Os dois grandes propulsores da valorização das ações no primeiro semestre, que foram a queda dos juros e os pacotes de ajuda governamental no Brasil e no exterior, começam a perder a força.
Os juros podem cair mais um pouco, mas a expectativa firme do mercado é que eles voltem a subir em algum momento em 2010. Pode ser janeiro (para os pessimistas) ou junho (para os otimistas).
Já o efeito dos pacotes de ajuda governamental está chegando ao fim, pois eles já cumpriram seu papel, que era de impedir uma quebra sistêmica dos bancos em todo o mundo. Estatizado, combalido e várias ordens de grandeza menor do que era, o sistema bancário continua e precisa cada vez menos de dinheiro estatal. Ou seja, as injeções de liquidez que irrigaram os mercados no primeiro semestre vão secar definitivamente.
Por tudo isso, o movimento das ações deverá ser errático e sem tendência definida, em um cenário no geral positivo, mas sem fôlego para novas grandes ondas de valorização.
sábado, 20 de junho de 2009
Preço cai
Preço do videogame PS3 deve reduzir 100 dólares
http://games.terra.com.br/interna/0,,OI3835174-EI1702,00-Preco+do+videogame+PS+deve+reduzir+dolares.html
19/06/09
PS3, videogame da Sony, pode ter preço reduzido em 100 dólares, ainda em agosto
Sterne Agee, analista da consultoria Arvind Bhatia, publicou nota afirmando ter "fontes de indústria de jogos" que confirmam a redução de 100 dólares no preço do sistema PS3. O novo preço entraria em vigor em meados de agosto.
Conforme nota do analista, "fontes da indústria indicam que a Sony planeja um corte de 100 dólares no preço do PS3 em meados de agosto, pouco antes do lançamento de Madden NFL 10 (que acontece dia 18 do mês)".
Após a publicação da nota, editores de alguns dos principais sites especializados lembraram que entre 19 e 23 de agosto de 2009 será realizada a feira de jogos Gamescom.
Gamescom 2009
A maior apresentação do jogo será realizada durante a próxima Gamescom, uma das maiores feiras de videogames da Europa. O evento será realizado em Cologne, Alemanha, entre os dias 19 e 23 de agosto de 2009.
http://games.terra.com.br/interna/0,,OI3835174-EI1702,00-Preco+do+videogame+PS+deve+reduzir+dolares.html
19/06/09
PS3, videogame da Sony, pode ter preço reduzido em 100 dólares, ainda em agosto
Sterne Agee, analista da consultoria Arvind Bhatia, publicou nota afirmando ter "fontes de indústria de jogos" que confirmam a redução de 100 dólares no preço do sistema PS3. O novo preço entraria em vigor em meados de agosto.
Conforme nota do analista, "fontes da indústria indicam que a Sony planeja um corte de 100 dólares no preço do PS3 em meados de agosto, pouco antes do lançamento de Madden NFL 10 (que acontece dia 18 do mês)".
Após a publicação da nota, editores de alguns dos principais sites especializados lembraram que entre 19 e 23 de agosto de 2009 será realizada a feira de jogos Gamescom.
Gamescom 2009
A maior apresentação do jogo será realizada durante a próxima Gamescom, uma das maiores feiras de videogames da Europa. O evento será realizado em Cologne, Alemanha, entre os dias 19 e 23 de agosto de 2009.
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