Disponível em: <http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=131>.
Acesso em: 04 abr. 2009.
Pequenos Golpes Populares
O bilhete premiado
Alavancas: Ganância, Ignorância Técnica, Irracionalidade, Ingenuidade e Escassa Atenção
Este é sem dúvida um dos golpes mais tradicionais e antigos do Brasil. Segundo algumas fontes os primeiros casos remontam até os anos quarenta.Recebi literalmente dezenas de denúncias de vítimas deste tipo de fraudes. O roteiro clássico é o seguinte:O golpista, com jeito de caipira pouco esperto ou de pessoa humilde, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio de loteria ou outro sorteio.As vítimas típicas são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento da Caixa Econômica Federal (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.Se for concurso tipo "mega sena" será mostrado um comprovante dos números sorteados (verdadeiro ou falso) e um falso bilhete com aposta nos mesmos números.Às vezes eles apresentam um verdadeiro bilhete com aposta nos numeros ganhadores de um concurso anterior (veja exemplo abaixo), e um comprovante dos numeros sorteados naquele concurso, contando com a falta de atenção da vítima quanto ao número do concurso.Em alguns casos o bilhete é forjado com o número de um bilhete que realmente ganhou, assim o documento para comprovar o sorteio não precisa ser falsificado (pode ser um jornal).A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor.Em alternativa poderá apresentar a proposta como um pedido de ajuda para resolver problemas. Ajuda na qual a vítima supostamente sairia ganhando.Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia ou com a "cidade grande", que é analfabeto, que tem alguém esperando ele, que a mãe dele está no hospital etc...Se a vítima cair nesta conversa sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada. Existem casos onde o golpista, em vez de dinheiro (que pode não estar disponível na conta da vítima), aceita valores como jóias etc...Existem variantes onde, para pressionar ou incentivar a vítima a ir sacar seu dinheiro no banco, no meio da conversa com o golpista que oferece o bilhete, aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete (aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio), ou se oferecendo como sócio da vítima na compra do bilhete e mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, a verificar que o bilhete é mesmo "premiado" !! (sic)Existem ainda esquemas via internet e e-mail que desfrutam de princípios parecidos com verdadeiras e supostas loterias internacionais (veja capítulo no site).
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u118237.shtml>.
Acesso em: 04 abr 2009.
12/02/2006 - 16h09
PF prende quadrilha que aplicava golpe do bilhete premiado
da Folha Online
A Polícia Federal de Montes Claros (MG) e de Rio Claro (interior de São Paulo) prendeu na manhã deste domingo seis pessoas suspeitas de estelionato por aplicar o golpe do bilhete da loteria premiado. Dois homens ainda estão foragidos.De acordo com o delegado federal Rogério Machado, de Montes Claros (417 km a norte de Belo Horizonte), eles abordavam principalmente idosas e viúvas e antes de escolher as vítimas faziam uma investigação prévia para checar se elas tinham uma boa situação financeira.Um dos membros da quadrilha se passava pelo caipira inocente, portador de um bilhete premiado. Enquanto ele abordava a vítima, outro integrante da quadrilha chegava e participava da conversa. O falso empresário, então, dizia que queria ajudar também e fingia ligar para o gerente da Caixa Econômica, seu amigo. A vítima achava que ele não estava sendo honesto e decidia ajudar o mais humilde. Em seguida, eles acertavam uma quantia antes de dividir o prêmio"Na hora da negociação, o bandido que se fazia de rico mostrava uma mala cheia de dinheiro e exigia que a vítima desse um sinal. Após receber o dinheiro, a dupla fugia. Em um dos casos, eles roubaram o carro de um das idosas", diz o delegado.Segundo Machado, pelo menos cinco vítimas já identificaram os acusados. "Esperamos que outras pessoas apareçam, já que eles agiam em Minas, Rio Grande do Sul, Brasília e São Paulo."As vítimas tiveram prejuízo que varia de R$ 60 mil a R$ 200 mil. Além de dinheiro, a quadrilha aceitava jóias em troca. Segundo a Polícia Federal, a quadrilha deveria agir desde 2001, e roubou até agora de suas vítimas mais de R$ 3 milhões. Cerca de 40 policiais participaram da ação. O caso está sendo investigado há seis meses.
Disponível em: <http://www.viaseg.com.br/noticia/6750-fraudes__o_golpe_do_bilhete_premiado_ainda_faz_vitimas.html>.
Acesso em 04 abr. 2009.
Fraudes - O "golpe do bilhete premiado" ainda faz vítimas
22/06/08
Idoso cai em golpe de bilhete premiado em Niterói.
Acusado de estelionato, Nelson Macello de Lima, de 61 anos, foi preso ontem, poucas horas depois de supostamente aplicar mais um golpe do bilhete premiado. A vítima seria um aposentado, de 89 anos, que mora em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. Nelson foi surpreendido por policiais do Grupo de Investigação Complementar (GIC) da 77ª DP (Icaraí) quando chegava em casa, no bairro da Taquara, Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Com ele, segundo os agentes, foram apreendidos U$ 35 mil (cerca de R$ 59,5 mil), possivelmente obtidos com o golpe, três anéis que seriam de brilhantes e dois celulares. O preso, no entanto, teria confessado em depoimento que o crime rendeu U$ 105 mil (cerca de R$ 178,5 mil), divididos em partes iguais com outros dois homens.Na delegacia, a vítima registrou que entregou U$ 28 mil (cerca de R$ 47,6 mil) aos supostos golpistas. De acordo com ela, por volta das 9 horas, Nelson teria contado que vinha de Teresópolis, na Região Serrana, para receber um prêmio da Mega-Sena no valor de R$ 3 milhões, mas não sabia como nem onde pegá-lo.Policiais afirmaram que uma segunda pessoa, também envolvida no crime, teria parado ao lado do idoso para "ajudar" e confirmar que o bilhete estaria realmente premiado. Nelson então teria convencido a vítima a ajudá-lo, garantindo que lhe daria em troca 10% do valor do (falso) prêmio. Mas, para isso, o aposentado deveria dar dinheiro como garantia.Ainda de acordo com o relato da vítima, ele foi até seu apartamento, na Rua Mem de Sá, em Icaraí, pegou os dólares e entrou no carro com os criminosos.Nervosismo - Porém, segundo policiais, o porteiro do prédio estranhou a situação, já que o idoso estaria bastante nervoso, e anotou a placa do veículo, um Ecosport que estava em nome de Nelson.A partir daí, o filho do aposentado entrou em contato com a polícia, alegando suspeita de seqüestro. Através da placa, os policiais teriam chegado até o endereço do acusado. Neste local, de acordo com a polícia, Nelson teria tentado fugir, mas, após perseguição, foi preso com o dinheiro. Ele contou que os outros dois supostos comparsas teriam voltado para Porto Alegre, onde moram, depois do golpe. Ainda não se sabe qual teria sido o envolvimento desta terceira pessoa.Policiais disseram que o aposentado só percebeu que havia caído no golpe depois que foi deixado na Rua João Pessoa, próximo ao Caio Martins. Nelson foi autuado por estelionato e pode pegar de três a quatro anos de prisão.Ironias na delegaciaAos jornalistas presentes e a alguns policiais na 77ª DP, Nelson garantiu que já havia aplicado o golpe do bilhete premiado. Ele revelou que toda a sua renda vem dos golpes que faz há 35 anos. De acordo com a delegada Janaina Peregrino, que confirmou as declarações do suspeito, ele já havia sido preso duas vezes, sendo que, na primeira, ficou três dias na cadeia e, na segunda, duas semanas. Ainda segundo a policial, o criminoso tem sete anotações por estelionato, desde 1976.Ele afirmou que costumava agir em Niterói e até mesmo em outros estados, sempre acompanhado de dois homens. Casado e pai de dois filhos, uma advogada, de 34, e um estudante de Direito, de 19, Nelson é morador do condomínio Pousada do Engenho, onde tem casa própria. Sempre tranqüilo, disse que costuma praticar o golpe toda semana e contabiliza, no mínimo, R$ 5 mil por vítima."Minha arma é a persuasão, a caneta e a ganância do cliente, porque eu não chamo de vítima, e sim de cliente. Se a pessoa não tiver olho grande, não vai cair no golpe", disse.
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sábado, 4 de abril de 2009
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