quarta-feira, 22 de abril de 2009

Salários baixos, prêmios nem tanto

Disponível em:
Acesso em: 05 jul. 2007.

Salário de US$1


Empresas
EUA: executivo mais bem pago tem salário de US$ 1

Steve Jobs, executivo do grupo informático Apple, que oficialmente recebe apenas US$ 1 de salário por ano, foi em 2006 o patrão mais bem remunerado dos Estados Unidos, com US$ 646 milhões sob a forma de ações ou bônus, segundo a classificação da revista Forbes. Ele ganhou duas vezes mais do que o segundo colocado, Ray Irani, executivo do grupo petrolífero Occidental Petroleum (US$ 321 milhões), e do que o número 3, Barry Diller, diretor do grupo de mídia InterActive Corp (US$ 295 milhões), segundo a lista publicada na noite de quinta-feira.

O patrão da seguradora Fidelity National, William Foley, ficou em 4º, com US$ 179 milhões, seguido pelos dirigentes de dois grupos high tech: Terry Semel (Yahoo!), com US$ 174 milhões, e Michael Dell (Dell), com US$ 153 milhões. Jobs, no entanto, ficou em 36º lugar na classificação das performances de executivos, segundo a Forbes.

A Apple, cujos dois pilares, o iPod e os computadores Mac, são um sucesso constante, teve excelentes resultados financeiros nos últimos meses.

Para o trimestre que termina em março, o grupo conseguiu vender mais de 10 milhões de iPods e quase dobrou seu lucro líquido, enquanto que suas vendas cresceran em 20%. O grupo vendeu exatamente 10,549 milhões de iPods, ou seja, 24% a mais em um ano, e 1,517 milhão de computadores Macintosh (36% a mais em um ano).

Seu lucro atingiu US$ 770 milhões e suas vendas ficaram em US$ 5,26 bilhões.

Recentemente, Jobs foi acusado por seu ex-diretor financeiro, Fred Anderson, de ter ordenado o acobertamento de um plano de venda de ações com data retroativa em 2001, o que aumentou o valor das ações de Jobs.

Mas uma pesquisa da SEC, agência de regulação da bolsa americana, considerou Anderson culpado, além da ex-diretora jurídica, Nancy Heinen. Ela, no entanto, não apresentou nenhuma acusação contra Jobs, que recebeu o apoio oficial de seu conselho de administração.

Os 500 dirigentes classificados pela Forbes viram sua remuneração crescer em 38% em 2006, ou seja, em US$ 7,5 bilhões.

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