quarta-feira, 22 de abril de 2009

A tragédia de uma decisão

Em 3 de Julho de 1988, o estreito de Ormuz foi palco de uma das mais controversas tragédias da aviação da História, quando o vôo 655 da companhia iraniana Iran Air, um Airbus A300, foi abatido pelo navio de guerra da United States Navy USS Vincennes (CG-49). Todas as pessoas a bordo morreram (na maioria mulheres e crianças), e uma situação de crise internacional foi dificilmente evitada quando o presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush disse "I will never apologise for what Americans do" (Nunca pedirei desculpas pelo que os Americanos fazem) e o presidente iraniano jurou vingança sobre os americanos. As circunstâncias dessa tragédia ainda não foram, e talvez nunca serão, totalmente esclarecidas.

Na mesma reportagem, o Washington Post lembra que, em 1988, o cruzador americano USS Vincennes derrubou um avião civil do Irã que levava 290 passageiros a bordo. Todos morreram. "Os Estados Unidos inicialmente afirmaram que era um avião militar, que estava fora do corredor da aviação civil e que não respondeu aos chamados por rádio. As duas afirmações iniciais eram falsas e as chamadas de rádio foram feitas na frequência militar às quais o avião civil não tinha acesso. Uma investigação subsequente mostrou que o navio americano estava fora de rota.“

É indispensável para se evitar erros trágicos como os que ocorreram nos USS Snark e no USS Vincennes. No primeiro caso o oficial não conseguiu compreender corretamente o lançamento de dois Exocet por dois Mirage F-1 iraquianos, causando a morte de 37 tripulantes no navio. Pouco mais de um ano depois, assustado com o caso anterior o comandante disparou mísseis SAM contra um Airbus da IranAir causando a morte de mais de 290 passageiros civis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário