25/01/2008 - 18h01
Tamanho da fraude no Société Générale chocou operador que quebrou banco inglês
da BBC Brasil
O ex-operador de mercado inglês Nick Leeson, que em 1995 foi o responsável pela fraude que levou à queda do banco Barings, disse que ficou surpreso com o volume de dinheiro movimentado na fraude que atingiu o banco Société Générale, o segundo maior da França.
Apesar disso, Leeson --cuja história foi contada no filme "A Fraude", de 1999, estrelado por Ewan McGregor-- disse que não se surpreendeu com o fato, em si, da fraude ter ocorrido.
"A primeira coisa que veio à minha mente não foi necessariamente o choque de que isso poderia ocorrer de novo --acho que as operações desonestas são, provavelmente, ocorrências diárias nos mercados financeiros. O que realmente me chocou foi o tamanho (da fraude)", disse Leeson à BBC.
Na quinta-feira, o Société Générale anunciou ter perdido US$ 7 bilhões por causa de fraudes cometidas por um único operador. O banco ainda não divulgou seu nome, mas a imprensa francesa o identificou como Jerome Kerviel, de 31 anos.
Essa é uma das maiores fraudes de todos os tempos já cometidas por um único operador contra um banco. O Société Générale já abriu uma queixa formal contra o operador, que foi suspenso das atividades e estaria desaparecido.
Buracos
Para Leeson, as fraudes ainda são possíveis porque os bancos não taparam os "buracos" nos sistemas de segurança.
"Eles não fecharam as brechas. Acho que quando você olha para o que os bancos estão tentando fazer, [vê que] eles se focam em fazer dinheiro."
Leeson foi gerente de operações de mercados futuros no banco Barings em Cingapura, e em 1995 causou prejuízos de quase US$ 1,4 bilhão com operações nos mercados asiáticos, acabando com as reservas do banco e provocando sua quebra.
"O que eu queria, e tenho certeza de que é o que este rapaz queria também, era o sucesso. Sucesso foi o que o levou a fazer isso", disse Leeson, que cumpriu pena de quatro anos pela fraude em Cingapura.
"O maior medo dele era o de fracasso. (...) Ele sobreviveu um dia, uma semana, um mês. Finalmente, você começa a acreditar que talvez não seja tão ruim assim."
"Há um grau de compulsão também --ele acredita que está certo, e que no final a posição vai se inverter. E infelizmente isso não ocorreu."
Atualmente, Leeson é o presidente de um clube de futebol irlandês.
Nesta sexta-feira, o Société Générale publicou um anúncio de página inteira nos principais jornais franceses, pedindo desculpas aos acionistas.
"Eu entendo sua decepção, sua raiva. A situação é perfeitamente inaceitável", escreveu o presidente do banco, Daniel Bouton.
Marcadores (Tags)
- Casos com Golpes ou Fraudes (1)
- Casos de Avaliação de Empresas (9)
- Casos de Contabilidade (5)
- Casos de Controles Internos (4)
- Casos de Custos (8)
- Casos de Derivativos (6)
- Casos de Estatística (2)
- Casos de Estratégia (7)
- Casos de Finanças (29)
- Casos de Matemática Financeira (5)
- Casos de Mercados Financeiros (58)
- Casos de Metodologia (1)
- Casos de Orçamento (1)
- Casos de Planejamento (3)
- Controles Internos (2)
- Custos; Teoria de Finanças (1)
- Governança (1)
- Mercados Financeiros (3)
- preços (1)
terça-feira, 30 de junho de 2009
Societe e fraude
24/01/2008 - 09h13
Banco francês perde mais de US$ 10 bi com fraude e créditos de risco
Publicidade
Dim hasPlayer, playerversion
hasPlayer = false
playerversion = 10
Do While playerversion > 0
On Error Resume Next
hasPlayer = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash." & playerversion)))
If hasPlayer = true Then Exit Do
playerversion = playerversion - 1
Loop
DEfVr = playerversion
DEplg = hasPlayer
da Folha Online
O banco francês Société Générale informou nesta quinta-feira que irá registrar uma perda de cerca de US$ 7,16 bilhões devido a um esquema de fraude elaborado por um operador e que irá fazer uma redução de US$ 2,99 bilhões em seus ativos ligados ao mercado de créditos de risco. Com a fraude, o banco espera agora que seu lucro líquido em 2007 fique entre US$ 877 milhões e US$ 1,16 bilhão.
O banco anunciou ter descoberto o caso de fraude em sua divisão de mercados futuros para a França no último fim de semana. O operador envolvido no esquema era responsável por negociar papéis chamados de "plain vanilla" --instrumento financeiro de tipo mais simples, em geral na forma de opções de ações, títulos ou contratos futuros.
Ele assumiu posições fraudulentas no ano passado e neste ano através de um "esquema de transações fictícias", abusando do acesso que tinha a informações sobre os sistemas de segurança do grupo, segundo o banco. O operador (cujo nome não havia ainda sido revelado) assumiu a fraude e o processo de demissão já foi iniciado. Os supervisores imediatos ligados a ele também serão demitidos, segundo comunicado.
A diretoria do Société Générale rejeitou o pedido de renúncia feito pelo executivo-chefe, Daniel Bouton.
As ações do banco tiveram suas negociações suspensas na Bolsa de Paris logo após a abertura, segundo a operadora da Bolsa, a Euronext.
"Hoje é um dia difícil para os acionistas do Société Générale; a sensação é a de um copo meio vazio", informou em uma nota o banco de investimentos J.P. Morgan.
O banco informou ainda que terá de fazer uma captação de US$ 8,02 bilhões em capital novo "nas próximas semanas".
Em 1995, o britânico Barings Bank quebrou com o golpe aplicado por Nick Leeson, que era gerente de negócios com contratos futuros do banco em Cingapura. Na época, Leeson, que acabou preso, perdeu cerca de US$ 1,3 bilhão em negócios não autorizados pelo banco. Outro banco que quebrou com esquemas de fraudes foi o BCCI (Bank of Credit and Commerce International), em 1991, com a perda de mais de US$ 10 bilhões à época.
Ação
Segundo a agência de notícias France Presse, um advogado que representa cem acionistas do Société Générale vai apresentar uma demanda ao procurador de Paris por "fraude, abuso de confiança, falsificação, cumplicidade e ocultação".
O Banco da França (banco central francês, ligado ao Banco Central Europeu) informou que foi imediatamente informado da descoberta desta fraude e de suas conseqüências. "Uma investigação da Comissão Bancária será feita para examinar as condições nas quais aconteceu a fraude", diz o texto.
Banco francês perde mais de US$ 10 bi com fraude e créditos de risco
Publicidade
Dim hasPlayer, playerversion
hasPlayer = false
playerversion = 10
Do While playerversion > 0
On Error Resume Next
hasPlayer = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash." & playerversion)))
If hasPlayer = true Then Exit Do
playerversion = playerversion - 1
Loop
DEfVr = playerversion
DEplg = hasPlayer
da Folha Online
O banco francês Société Générale informou nesta quinta-feira que irá registrar uma perda de cerca de US$ 7,16 bilhões devido a um esquema de fraude elaborado por um operador e que irá fazer uma redução de US$ 2,99 bilhões em seus ativos ligados ao mercado de créditos de risco. Com a fraude, o banco espera agora que seu lucro líquido em 2007 fique entre US$ 877 milhões e US$ 1,16 bilhão.
O banco anunciou ter descoberto o caso de fraude em sua divisão de mercados futuros para a França no último fim de semana. O operador envolvido no esquema era responsável por negociar papéis chamados de "plain vanilla" --instrumento financeiro de tipo mais simples, em geral na forma de opções de ações, títulos ou contratos futuros.
Ele assumiu posições fraudulentas no ano passado e neste ano através de um "esquema de transações fictícias", abusando do acesso que tinha a informações sobre os sistemas de segurança do grupo, segundo o banco. O operador (cujo nome não havia ainda sido revelado) assumiu a fraude e o processo de demissão já foi iniciado. Os supervisores imediatos ligados a ele também serão demitidos, segundo comunicado.
A diretoria do Société Générale rejeitou o pedido de renúncia feito pelo executivo-chefe, Daniel Bouton.
As ações do banco tiveram suas negociações suspensas na Bolsa de Paris logo após a abertura, segundo a operadora da Bolsa, a Euronext.
"Hoje é um dia difícil para os acionistas do Société Générale; a sensação é a de um copo meio vazio", informou em uma nota o banco de investimentos J.P. Morgan.
O banco informou ainda que terá de fazer uma captação de US$ 8,02 bilhões em capital novo "nas próximas semanas".
Em 1995, o britânico Barings Bank quebrou com o golpe aplicado por Nick Leeson, que era gerente de negócios com contratos futuros do banco em Cingapura. Na época, Leeson, que acabou preso, perdeu cerca de US$ 1,3 bilhão em negócios não autorizados pelo banco. Outro banco que quebrou com esquemas de fraudes foi o BCCI (Bank of Credit and Commerce International), em 1991, com a perda de mais de US$ 10 bilhões à época.
Ação
Segundo a agência de notícias France Presse, um advogado que representa cem acionistas do Société Générale vai apresentar uma demanda ao procurador de Paris por "fraude, abuso de confiança, falsificação, cumplicidade e ocultação".
O Banco da França (banco central francês, ligado ao Banco Central Europeu) informou que foi imediatamente informado da descoberta desta fraude e de suas conseqüências. "Uma investigação da Comissão Bancária será feita para examinar as condições nas quais aconteceu a fraude", diz o texto.
Marcadores:
Controles Internos,
Mercados Financeiros
Wall Street 2 vem ai
Finanças
5/9/2007
O império contra-atacaLondres reage à decadência e disputa com Nova York o título de centro financeiro mundial
STUTTARD, DA CITY, provoca o touro de Wall Street e vem ao Brasil para conquistar clientes: “Se forem lançar ações, venham para Londres”
Londres X Nova York
COMENTE A REPORTAGEM
Com toda a pompa e circunstância, o inglês John Stuttard prepara-se para falar a banqueiros, corretores de valores e investidores num almoço promovido pela BM&F em Campos do Jordão. O calor de agosto esquenta o dia na cidade serrana, mas ele não perde a pose e mantém abotoado o paletó – de risca de giz, of course. No peito, um centenário medalhão de ouro branco, com 250 diamantes e o brasão da City of London. Stuttard é o 679º Lord Mayor da City, como é chamado o prefeito honorário e embaixador global do distrito financeiro londrino. Com o sotaque típico da realeza britânica, faz os cumprimentos de praxe e não perde tempo para soltar a primeira piada. Seu alvo é o verdadeiro prefeito de Londres, um polêmico político do Partido Trabalhista, com quem às vezes costuma ser confundido. “Meu nome não é Ken Livingstone”, diz, arrancando os primeiros sorrisos. “Ele prefere ir para a cama com Hugo Chávez em vez de George Bush, mas eu não dormiria com nenhum deles.” A platéia delira.
Que ninguém se engane. Lord Mayor não está para brincadeiras e declarou guerra a Wall Street. Em sua viagem de três semanas pelo Brasil, encerrada no sábado 1o em São Paulo, ele tentou seduzir empresários, financistas, políticos e até estudantes para fazerem negócios na City londrina. Em todas as ocasiões, bradou as vantagens do distrito financeiro inglês – um quadrado com uma milha (1,6 km) no centro da antiga capital imperial – e lembrou as desvantagens da concorrente americana. “Não quero zombar de Nova York. Nós adoramos Nova York. Mas, se vocês tiverem de lançar ações, venham para Londres”, convidou. Até agora, somente três empresas brasileiras, todas novatas, aventuraram-se a captar recursos na City: Itacaré, Clean Energy Brazil e Infinity Bio Energy. Na Bolsa de Nova York (a NYSE), que atrai as companhias tupiniquins desde os anos 90, esse número é 11 vezes maior. Todas as grandes estrelas da Bovespa são negociadas por lá.
Para reverter a preferência a seu favor, Lord Mayor veio pegar o touro de Wall Street à unha no próprio quintal brasileiro da NYSE. Em São Paulo, além da BM&F, passou na Fiesp e esteve com o prefeito Gilberto Kassab e o ministro Miguel Jorge. No Rio de Janeiro, visitou a Firjan e o governador Sérgio Cabral. E, claro, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli – a estatal é a empresa estrangeira mais negociada em Nova York. Em Porto Alegre, Stuttard foi à Fiergs e à governadora Yeda Crusius. Em todas as ocasiões, medalhão no peito e discurso no bolso, como fez nas 22 viagens a países estrangeiros desde que assumiu o cargo não-remunerado de Lord Mayor, em novembro passado. O mandato é de um ano. Nesta semana, seu destino é o México. Levou consigo o mesmo cardápio de serviços que ofereceu aos brasileiros: grandes mercados de ações, bônus, moedas, seguros e até consultoria em parcerias público-privadas, as PPPs. “Fizemos mais de 800 PPPs no Reino Unido e podemos ajudar com nosso know-how”, afirmou, em inglês, aos interlocutores em Campos do Jordão. E emendou, num português pouco convincente: “Nosso centro financeiro não é só para inglês ver.”
“NOSSO CENTRO FINANCEIRO NÃO É SÓ PARA INGLÊS VER” JOHN STUTTARD
Não é mesmo. Ao que tudo indica, o contra-ataque do antigo Império está sendo bem-sucedido. Os números de Stuttard, um contador que fez carreira no mercado de capitais, são eloqüentes. A City de Londres movimenta recursos de mais de US$ 7 trilhões, emprega mais de um milhão de pessoas e contribui com 12% do Produto Interno Bruto britânico. Lá, são realizados 32% das operações com moedas e 90% dos contratos de metais negociados no mundo. Mais de 600 empresas estrangeiras são negociadas na Bolsa de Valores de Londres (LSE). Pelo menos nos lançamentos de ações, os IPO’s, a LSE está na frente da NYSE. No ano passado, foram levantados pelas empresas US$ 104 bilhões em Londres e US$ 69 bilhões em Nova York. Este ano, a primeira registrou US$ 26 bilhões até junho e a segunda, US$ 21 bilhões. No mercado de balcão, o inglês Alternative Investment Market (AIM) já rivaliza com a americana Nasdaq na atração de empresas internacionais com desejo de exposição global. “Em um ano, atraímos mais empresas do que Nova York e Hong Kong”, gaba-se Lord Mayor. Até mesmo Hollywood sucumbiu aos encantos da City. Onde será rodada a continuação do famoso filme Wall Street (1987), em que o astro Michael Douglas interpreta o investidor inescrupuloso Gordon Gekko? Em Londres.
Essa virada histórica, depois de décadas de supremacia americana, tem fundamentos opostos dos dois lados do oceano atlântico. Neste século, além de sofrer a perda das Torres Gêmeas em 2001, Wall Street foi abalada pela crise de confiança corporativa com a quebra da Enron. Atolada em fraudes contábeis, a companhia causou prejuízos imensos aos investidores americanos. O Congresso americano reagiu com firmeza e apertou ainda mais as rédeas da legislação que regula a atividade das companhias abertas. A lei Sarbanes-Oxley (SOX), de 2001, é detalhista e responsabiliza o presidente e o diretor financeiro por eventuais problemas contábeis, entre outras medidas. O ambiente de negócios piorou. “A Sarbanes-Oxley está matando Nova York. É o último prego no caixão de Wall Street”, afirmou Stuttard à DINHEIRO.
SINAL DOS TEMPOS: A CONTINUAÇÃO DO FILME WALL STREET SERÁ RODADA EM LONDRES
Em Londres, ocorreu o contrário. Num movimento que ele chama de “Big Bang”, o governo britânico liberalizou o mercado financeiro e permitiu a entrada de empresas e investidores estrangeiros, sem restrições. O foco é maior na governança corporativa das próprias empresas do que na imposição permanente de regras. A supervisão ficou a cargo da Financial Services Authority (FSA), uma agência pró-mercado. O Banco da Inglaterra ganhou independência para tocar a política monetária e deu estabilidade macroeconômica aos investidores. O atual primeiro-ministro Gordon Brown, que durante dez anos ocupou o cargo de Chancellor of the Exchequer – espécie de ministro das Finanças –, coordenou essas mudanças. “Brown orgulha-se de não ter criado regulamentações quando os Estados Unidos criaram a SOX”, diz Lord Mayor. É por isso que empresas chinesas, indianas e russas preferem a City a Wall Street. Falta agora conquistar as brasileiras. O touro que se cuide
5/9/2007
O império contra-atacaLondres reage à decadência e disputa com Nova York o título de centro financeiro mundial
STUTTARD, DA CITY, provoca o touro de Wall Street e vem ao Brasil para conquistar clientes: “Se forem lançar ações, venham para Londres”
Londres X Nova York
COMENTE A REPORTAGEM
Com toda a pompa e circunstância, o inglês John Stuttard prepara-se para falar a banqueiros, corretores de valores e investidores num almoço promovido pela BM&F em Campos do Jordão. O calor de agosto esquenta o dia na cidade serrana, mas ele não perde a pose e mantém abotoado o paletó – de risca de giz, of course. No peito, um centenário medalhão de ouro branco, com 250 diamantes e o brasão da City of London. Stuttard é o 679º Lord Mayor da City, como é chamado o prefeito honorário e embaixador global do distrito financeiro londrino. Com o sotaque típico da realeza britânica, faz os cumprimentos de praxe e não perde tempo para soltar a primeira piada. Seu alvo é o verdadeiro prefeito de Londres, um polêmico político do Partido Trabalhista, com quem às vezes costuma ser confundido. “Meu nome não é Ken Livingstone”, diz, arrancando os primeiros sorrisos. “Ele prefere ir para a cama com Hugo Chávez em vez de George Bush, mas eu não dormiria com nenhum deles.” A platéia delira.
Que ninguém se engane. Lord Mayor não está para brincadeiras e declarou guerra a Wall Street. Em sua viagem de três semanas pelo Brasil, encerrada no sábado 1o em São Paulo, ele tentou seduzir empresários, financistas, políticos e até estudantes para fazerem negócios na City londrina. Em todas as ocasiões, bradou as vantagens do distrito financeiro inglês – um quadrado com uma milha (1,6 km) no centro da antiga capital imperial – e lembrou as desvantagens da concorrente americana. “Não quero zombar de Nova York. Nós adoramos Nova York. Mas, se vocês tiverem de lançar ações, venham para Londres”, convidou. Até agora, somente três empresas brasileiras, todas novatas, aventuraram-se a captar recursos na City: Itacaré, Clean Energy Brazil e Infinity Bio Energy. Na Bolsa de Nova York (a NYSE), que atrai as companhias tupiniquins desde os anos 90, esse número é 11 vezes maior. Todas as grandes estrelas da Bovespa são negociadas por lá.
Para reverter a preferência a seu favor, Lord Mayor veio pegar o touro de Wall Street à unha no próprio quintal brasileiro da NYSE. Em São Paulo, além da BM&F, passou na Fiesp e esteve com o prefeito Gilberto Kassab e o ministro Miguel Jorge. No Rio de Janeiro, visitou a Firjan e o governador Sérgio Cabral. E, claro, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli – a estatal é a empresa estrangeira mais negociada em Nova York. Em Porto Alegre, Stuttard foi à Fiergs e à governadora Yeda Crusius. Em todas as ocasiões, medalhão no peito e discurso no bolso, como fez nas 22 viagens a países estrangeiros desde que assumiu o cargo não-remunerado de Lord Mayor, em novembro passado. O mandato é de um ano. Nesta semana, seu destino é o México. Levou consigo o mesmo cardápio de serviços que ofereceu aos brasileiros: grandes mercados de ações, bônus, moedas, seguros e até consultoria em parcerias público-privadas, as PPPs. “Fizemos mais de 800 PPPs no Reino Unido e podemos ajudar com nosso know-how”, afirmou, em inglês, aos interlocutores em Campos do Jordão. E emendou, num português pouco convincente: “Nosso centro financeiro não é só para inglês ver.”
“NOSSO CENTRO FINANCEIRO NÃO É SÓ PARA INGLÊS VER” JOHN STUTTARD
Não é mesmo. Ao que tudo indica, o contra-ataque do antigo Império está sendo bem-sucedido. Os números de Stuttard, um contador que fez carreira no mercado de capitais, são eloqüentes. A City de Londres movimenta recursos de mais de US$ 7 trilhões, emprega mais de um milhão de pessoas e contribui com 12% do Produto Interno Bruto britânico. Lá, são realizados 32% das operações com moedas e 90% dos contratos de metais negociados no mundo. Mais de 600 empresas estrangeiras são negociadas na Bolsa de Valores de Londres (LSE). Pelo menos nos lançamentos de ações, os IPO’s, a LSE está na frente da NYSE. No ano passado, foram levantados pelas empresas US$ 104 bilhões em Londres e US$ 69 bilhões em Nova York. Este ano, a primeira registrou US$ 26 bilhões até junho e a segunda, US$ 21 bilhões. No mercado de balcão, o inglês Alternative Investment Market (AIM) já rivaliza com a americana Nasdaq na atração de empresas internacionais com desejo de exposição global. “Em um ano, atraímos mais empresas do que Nova York e Hong Kong”, gaba-se Lord Mayor. Até mesmo Hollywood sucumbiu aos encantos da City. Onde será rodada a continuação do famoso filme Wall Street (1987), em que o astro Michael Douglas interpreta o investidor inescrupuloso Gordon Gekko? Em Londres.
Essa virada histórica, depois de décadas de supremacia americana, tem fundamentos opostos dos dois lados do oceano atlântico. Neste século, além de sofrer a perda das Torres Gêmeas em 2001, Wall Street foi abalada pela crise de confiança corporativa com a quebra da Enron. Atolada em fraudes contábeis, a companhia causou prejuízos imensos aos investidores americanos. O Congresso americano reagiu com firmeza e apertou ainda mais as rédeas da legislação que regula a atividade das companhias abertas. A lei Sarbanes-Oxley (SOX), de 2001, é detalhista e responsabiliza o presidente e o diretor financeiro por eventuais problemas contábeis, entre outras medidas. O ambiente de negócios piorou. “A Sarbanes-Oxley está matando Nova York. É o último prego no caixão de Wall Street”, afirmou Stuttard à DINHEIRO.
SINAL DOS TEMPOS: A CONTINUAÇÃO DO FILME WALL STREET SERÁ RODADA EM LONDRES
Em Londres, ocorreu o contrário. Num movimento que ele chama de “Big Bang”, o governo britânico liberalizou o mercado financeiro e permitiu a entrada de empresas e investidores estrangeiros, sem restrições. O foco é maior na governança corporativa das próprias empresas do que na imposição permanente de regras. A supervisão ficou a cargo da Financial Services Authority (FSA), uma agência pró-mercado. O Banco da Inglaterra ganhou independência para tocar a política monetária e deu estabilidade macroeconômica aos investidores. O atual primeiro-ministro Gordon Brown, que durante dez anos ocupou o cargo de Chancellor of the Exchequer – espécie de ministro das Finanças –, coordenou essas mudanças. “Brown orgulha-se de não ter criado regulamentações quando os Estados Unidos criaram a SOX”, diz Lord Mayor. É por isso que empresas chinesas, indianas e russas preferem a City a Wall Street. Falta agora conquistar as brasileiras. O touro que se cuide
Aipiou!
O balanço do IPO da Visanet
Por Cláudio Gradilone 29/06/2009 - 17:19
Abertura de capital mais esperada do ano, o lançamento de ações da Visanet relembrou os velhos e bons tempos de euforia do mercado. No fim do dia, os papéis eram negociados com uma alta de 14,3%, a R$ 17,15. Depois de uma derrapada no início dos negócios, as cotações foram de vento em popa até o final, encerrando perto das máximas do dia.
Isso quer dizer que a má fase do mercado passou, e que de agora em diante os investidores terão só alegrias no mercado? Vamos com calma. As ações da Visanet tiveram um desempenho tão bom muito mais em função dos méritos da própria empresa do que devido às boas condições do mercado.
A Visanet, assim como sua principal concorrente, a Redecard, são empresas que praticamente só têm qualidades. Dominam o mercado com uma fatia de 90%, praticamente um duopólio, que lhes permite impor condições sobre seus principais clientes, que não são os possuidores de cartões, mas os estabelecimentos comerciais. Donos de loja têm de comprar pelo menos dois terminais de operação, um da Visanet e outro da Redecard. É péssimo para quem tem loja, mas é ótimo para quem tem ações da empresa.
Há mais. As duas operam em um setor em franca expansão e que ganha dinheiro com aumento da escala. O uso de pagamentos eletrônicos, como os cartões de débito e de crédito, só vem crescendo e agora começa a ganhar peso até mesmo nas classes C e D.
Há desvantagens, claro: o setor vem sentindo a pressão das autoridades para a ruptura do duopólio, com medidas que podem obrigar as concorrentes a compartilhar suas redes. Se isso ocorrer, os lojistas só precisarão ter um terminal, podendo aceitar cartões das duas bandeiras e pagando apenas uma taxa. Pode ocorrer, dizem os especialistas em cartões, mas é algo pouco provável no curto prazo.
A Visanet vale a pena, por isso suas ações subiram com tanta força, mas isso não quer dizer que o mercado esteja engatando uma trajetória consistente de alta. Ao contrário, após voltar ao patamar de 52 000 pontos, o Índice Bovespa deverá iniciar um movimento sem uma tendência definida.
Há várias razões para isso. Os dois grandes propulsores da valorização das ações no primeiro semestre, que foram a queda dos juros e os pacotes de ajuda governamental no Brasil e no exterior, começam a perder a força.
Os juros podem cair mais um pouco, mas a expectativa firme do mercado é que eles voltem a subir em algum momento em 2010. Pode ser janeiro (para os pessimistas) ou junho (para os otimistas).
Já o efeito dos pacotes de ajuda governamental está chegando ao fim, pois eles já cumpriram seu papel, que era de impedir uma quebra sistêmica dos bancos em todo o mundo. Estatizado, combalido e várias ordens de grandeza menor do que era, o sistema bancário continua e precisa cada vez menos de dinheiro estatal. Ou seja, as injeções de liquidez que irrigaram os mercados no primeiro semestre vão secar definitivamente.
Por tudo isso, o movimento das ações deverá ser errático e sem tendência definida, em um cenário no geral positivo, mas sem fôlego para novas grandes ondas de valorização.
Por Cláudio Gradilone 29/06/2009 - 17:19
Abertura de capital mais esperada do ano, o lançamento de ações da Visanet relembrou os velhos e bons tempos de euforia do mercado. No fim do dia, os papéis eram negociados com uma alta de 14,3%, a R$ 17,15. Depois de uma derrapada no início dos negócios, as cotações foram de vento em popa até o final, encerrando perto das máximas do dia.
Isso quer dizer que a má fase do mercado passou, e que de agora em diante os investidores terão só alegrias no mercado? Vamos com calma. As ações da Visanet tiveram um desempenho tão bom muito mais em função dos méritos da própria empresa do que devido às boas condições do mercado.
A Visanet, assim como sua principal concorrente, a Redecard, são empresas que praticamente só têm qualidades. Dominam o mercado com uma fatia de 90%, praticamente um duopólio, que lhes permite impor condições sobre seus principais clientes, que não são os possuidores de cartões, mas os estabelecimentos comerciais. Donos de loja têm de comprar pelo menos dois terminais de operação, um da Visanet e outro da Redecard. É péssimo para quem tem loja, mas é ótimo para quem tem ações da empresa.
Há mais. As duas operam em um setor em franca expansão e que ganha dinheiro com aumento da escala. O uso de pagamentos eletrônicos, como os cartões de débito e de crédito, só vem crescendo e agora começa a ganhar peso até mesmo nas classes C e D.
Há desvantagens, claro: o setor vem sentindo a pressão das autoridades para a ruptura do duopólio, com medidas que podem obrigar as concorrentes a compartilhar suas redes. Se isso ocorrer, os lojistas só precisarão ter um terminal, podendo aceitar cartões das duas bandeiras e pagando apenas uma taxa. Pode ocorrer, dizem os especialistas em cartões, mas é algo pouco provável no curto prazo.
A Visanet vale a pena, por isso suas ações subiram com tanta força, mas isso não quer dizer que o mercado esteja engatando uma trajetória consistente de alta. Ao contrário, após voltar ao patamar de 52 000 pontos, o Índice Bovespa deverá iniciar um movimento sem uma tendência definida.
Há várias razões para isso. Os dois grandes propulsores da valorização das ações no primeiro semestre, que foram a queda dos juros e os pacotes de ajuda governamental no Brasil e no exterior, começam a perder a força.
Os juros podem cair mais um pouco, mas a expectativa firme do mercado é que eles voltem a subir em algum momento em 2010. Pode ser janeiro (para os pessimistas) ou junho (para os otimistas).
Já o efeito dos pacotes de ajuda governamental está chegando ao fim, pois eles já cumpriram seu papel, que era de impedir uma quebra sistêmica dos bancos em todo o mundo. Estatizado, combalido e várias ordens de grandeza menor do que era, o sistema bancário continua e precisa cada vez menos de dinheiro estatal. Ou seja, as injeções de liquidez que irrigaram os mercados no primeiro semestre vão secar definitivamente.
Por tudo isso, o movimento das ações deverá ser errático e sem tendência definida, em um cenário no geral positivo, mas sem fôlego para novas grandes ondas de valorização.
sábado, 20 de junho de 2009
Preço cai
Preço do videogame PS3 deve reduzir 100 dólares
http://games.terra.com.br/interna/0,,OI3835174-EI1702,00-Preco+do+videogame+PS+deve+reduzir+dolares.html
19/06/09
PS3, videogame da Sony, pode ter preço reduzido em 100 dólares, ainda em agosto
Sterne Agee, analista da consultoria Arvind Bhatia, publicou nota afirmando ter "fontes de indústria de jogos" que confirmam a redução de 100 dólares no preço do sistema PS3. O novo preço entraria em vigor em meados de agosto.
Conforme nota do analista, "fontes da indústria indicam que a Sony planeja um corte de 100 dólares no preço do PS3 em meados de agosto, pouco antes do lançamento de Madden NFL 10 (que acontece dia 18 do mês)".
Após a publicação da nota, editores de alguns dos principais sites especializados lembraram que entre 19 e 23 de agosto de 2009 será realizada a feira de jogos Gamescom.
Gamescom 2009
A maior apresentação do jogo será realizada durante a próxima Gamescom, uma das maiores feiras de videogames da Europa. O evento será realizado em Cologne, Alemanha, entre os dias 19 e 23 de agosto de 2009.
http://games.terra.com.br/interna/0,,OI3835174-EI1702,00-Preco+do+videogame+PS+deve+reduzir+dolares.html
19/06/09
PS3, videogame da Sony, pode ter preço reduzido em 100 dólares, ainda em agosto
Sterne Agee, analista da consultoria Arvind Bhatia, publicou nota afirmando ter "fontes de indústria de jogos" que confirmam a redução de 100 dólares no preço do sistema PS3. O novo preço entraria em vigor em meados de agosto.
Conforme nota do analista, "fontes da indústria indicam que a Sony planeja um corte de 100 dólares no preço do PS3 em meados de agosto, pouco antes do lançamento de Madden NFL 10 (que acontece dia 18 do mês)".
Após a publicação da nota, editores de alguns dos principais sites especializados lembraram que entre 19 e 23 de agosto de 2009 será realizada a feira de jogos Gamescom.
Gamescom 2009
A maior apresentação do jogo será realizada durante a próxima Gamescom, uma das maiores feiras de videogames da Europa. O evento será realizado em Cologne, Alemanha, entre os dias 19 e 23 de agosto de 2009.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Miragem
Esquema da pirâmide: uma bola de neve surgida nos anos 20
15/12/2008 - 12:00 - AFP
O 'esquema da pirâmide' que inspirou o administrador de fundos Bernard Madoff também é conhecido como "esquema Ponzi", em referência ao fraudador Carlo Ponzi e se caracteriza por um efeito de bola de neve.
Em Boston, no início dos anos 20, Carlo Ponzi, um imigrante italiano, se tornou um milionário com menos de 40 anos em apenas seis meses.
Ele elaborou uma estratégia apoiada na mentira e na confiança dos clientes de sua empresa, a Securities Exhange Company. Ele prometia às pessoas rendimentos de até 40% em 90 dias, quando as contas de poupança ordinárias da época não ofereciam mais de 5%.
Estes lucros seriam obtidos, em teoria, com a compra e a revenda de selos postais internacionais.
O negócio oferecido aos clientes por Ponzi era sumamente simples: uma pessoa no exterior enviava uma carta para os Estados Unidos, incluindo um selo postal comprado segundo as tarifas do país de origem.
A promessa gloriosa era baseada no fato de que a diferença entre as cotações do dólar americano e as divisas estrangeiras daria lucros enormes automáticos.
Entusiasmados com esta perspectiva, os pequenos poupadores entregaram seu dinheiro a Ponzi, que, "em três horas, recebeu um milhão de dólares", segundo o site da SEC, autoridade reguladora do mercado americano.
A fraude funcionou enquanto os investidores não decidiram retirar em massa suas economias, posto que a mentira se manteve pagando alguns clientes com o dinheiro que outros haviam injetado, seguindo o popular princípio de "despir um santo para vestir outro".
"Apesar de alguns investidores terem obtido lucros com o esquema de Ponzi, o que legitimou assim sua montagem, uma investigação mostrou que o fraudador só havia investido 30 dólares para comprar selos postais internacionais", explicou a SEC, que 90 anos mais tarde foi acusada de não ter detectado o "esquema Ponzi" a grande escala de Bernard Madoff.
Ponzi foi desmascarado pela revista Barrons, que revelou que o fraudador não investia em sua própria empresa e que precisaria de seis meses mais de selos postais em circulação para cobrir o conjunto de suas operações.
Os poupadores se precipitavam em vão para recuperar suas economias e Ponzi foi condenado a muitos anos de prisão.
15/12/2008 - 12:00 - AFP
O 'esquema da pirâmide' que inspirou o administrador de fundos Bernard Madoff também é conhecido como "esquema Ponzi", em referência ao fraudador Carlo Ponzi e se caracteriza por um efeito de bola de neve.
Em Boston, no início dos anos 20, Carlo Ponzi, um imigrante italiano, se tornou um milionário com menos de 40 anos em apenas seis meses.
Ele elaborou uma estratégia apoiada na mentira e na confiança dos clientes de sua empresa, a Securities Exhange Company. Ele prometia às pessoas rendimentos de até 40% em 90 dias, quando as contas de poupança ordinárias da época não ofereciam mais de 5%.
Estes lucros seriam obtidos, em teoria, com a compra e a revenda de selos postais internacionais.
O negócio oferecido aos clientes por Ponzi era sumamente simples: uma pessoa no exterior enviava uma carta para os Estados Unidos, incluindo um selo postal comprado segundo as tarifas do país de origem.
A promessa gloriosa era baseada no fato de que a diferença entre as cotações do dólar americano e as divisas estrangeiras daria lucros enormes automáticos.
Entusiasmados com esta perspectiva, os pequenos poupadores entregaram seu dinheiro a Ponzi, que, "em três horas, recebeu um milhão de dólares", segundo o site da SEC, autoridade reguladora do mercado americano.
A fraude funcionou enquanto os investidores não decidiram retirar em massa suas economias, posto que a mentira se manteve pagando alguns clientes com o dinheiro que outros haviam injetado, seguindo o popular princípio de "despir um santo para vestir outro".
"Apesar de alguns investidores terem obtido lucros com o esquema de Ponzi, o que legitimou assim sua montagem, uma investigação mostrou que o fraudador só havia investido 30 dólares para comprar selos postais internacionais", explicou a SEC, que 90 anos mais tarde foi acusada de não ter detectado o "esquema Ponzi" a grande escala de Bernard Madoff.
Ponzi foi desmascarado pela revista Barrons, que revelou que o fraudador não investia em sua própria empresa e que precisaria de seis meses mais de selos postais em circulação para cobrir o conjunto de suas operações.
Os poupadores se precipitavam em vão para recuperar suas economias e Ponzi foi condenado a muitos anos de prisão.
De grão em grão ...
EUA: Allen Stanford é preso após denúncia de esquema Ponzi de US$ 8 bilhões
Sex, 19 Jun, 07h35
Disponível em:. Acesso em: 19 jun. 2009.
SÃO PAULO - À luz da fraude de Bernard Madoff, o bilionário texano Allen Stanford, que transformou uma companhia imobiliária pequena em um império bancário global, está sob custódia da Justiça dos EUA, ao ter sido acusado de realizar um esquema Ponzi com volume de US$ 8 bilhões.
Nesse sentido, a prisão preventiva do executivo ocorre aproximadamente quatro meses após a acusação pela SEC (Securities Exchange Commission). Segundo a denúncia, Stanford emitiu bilhões de dólares em certificados de depósitos de seu banco na ilha caribenha Antígua.
Estes certificados de depósitos bancários eram vendidos separadamente e para indivíduos, muitos deles aposentados nos EUA, como alternativa segura de investimentos. Contudo, a instituição reguladora acusa que esses ativos serviam para pagar rendimentos a investidores antigos, completando o esquema Ponzi.
Luxos. Como decorrência de seus ganhos, a vida de Allen Stanford é luxuosa. Ele detém uma frota de jatos particulares e diversos imóveis ao redor do mundo. Além disso, como fã de críquete, organizou um torneio amador do esporte na Antígua, em que o prêmio dado era de US$ 20 milhões - mais do que o dobro pago aos campeões da Copa Libertadores no ano passado.
Sex, 19 Jun, 07h35
Disponível em:
SÃO PAULO - À luz da fraude de Bernard Madoff, o bilionário texano Allen Stanford, que transformou uma companhia imobiliária pequena em um império bancário global, está sob custódia da Justiça dos EUA, ao ter sido acusado de realizar um esquema Ponzi com volume de US$ 8 bilhões.
Nesse sentido, a prisão preventiva do executivo ocorre aproximadamente quatro meses após a acusação pela SEC (Securities Exchange Commission). Segundo a denúncia, Stanford emitiu bilhões de dólares em certificados de depósitos de seu banco na ilha caribenha Antígua.
Estes certificados de depósitos bancários eram vendidos separadamente e para indivíduos, muitos deles aposentados nos EUA, como alternativa segura de investimentos. Contudo, a instituição reguladora acusa que esses ativos serviam para pagar rendimentos a investidores antigos, completando o esquema Ponzi.
Luxos. Como decorrência de seus ganhos, a vida de Allen Stanford é luxuosa. Ele detém uma frota de jatos particulares e diversos imóveis ao redor do mundo. Além disso, como fã de críquete, organizou um torneio amador do esporte na Antígua, em que o prêmio dado era de US$ 20 milhões - mais do que o dobro pago aos campeões da Copa Libertadores no ano passado.
Assinar:
Comentários (Atom)