terça-feira, 17 de março de 2009

Investment grade tupiniquim

Disponível em: <http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=48063>.
Acesso em: 17 mar. 2009.

Após grau de investimento, País não pode ser “esbanjador”
por Financial Web
20/05/2008
Portal americano indica que “governo parece ter aprendido difíceis lições dos últimos 25 anos”
A obtenção do grau de investimento pelo Brasil fez com que mercado financeiro e mídia internacional voltassem os olhos para o País. Apesar do reconhecimento de que o upgrade na avaliação do crédito foi tardio, analistas afirmam que o futuro da economia depende do controle de gastos governamentais. O clima de prosperidade fica ainda maior porque o risco de instabilidade política ameaçar novos negócios é mínimo, segundo analistas.
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Em uma longa análise da atual conjuntura econômica brasileira, o portal americano Money Morning compara o País a uma pessoa que conseguiu um novo emprego, “que paga algumas contas e recebe um upgrade na avaliação de crédito.” O futuro, no entanto, depende do uso dos recursos que devem chegar daqui em diante. Caso sejam desperdiçados no curto prazo, podem levar o País a uma posição de instabilidade. “Se uma pessoa se volta para os caminhos de um esbanjador, ela logo estoura o novo limite de crédito fazendo, na verdade, sua situação ficar até pior do que a de antes.”
Calmaria política
A matéria alerta os investidores que a situação do Brasil não é diferente da chinesa, que tem um “crescimento ad infinitum” de 10% ao ano. No entanto, defende que a atual expansão, de 5% anual, é mais estável do que aquela registrada durante o milagre econômico, na década de 1970. A maior preocupação internacional diz respeito aos gatos do governo já que o risco político futuro é considerado mínimo. “Quando Lula se for, um político de centro-direita poderá muito bem substituí-lo”, afirma.
Companhias negociadas na bolsa de Nova Iorque e chamadas de atrativas também são citadas como um sinal de prosperidade. São elas Votorantin, Sabesp, Tele Norte, Petrobras, Vale do Rio Doce, Banco Itaú, Unibanco e Bradesco.
O Money Morning faz uma breve avaliação da conjuntura econômica brasileira desde 2003, “quando os preços de energia e das commodities começaram uma longa escalada rumo a seus níveis recordes atuais (astronômicos).” Naquele ano, afirma, o Brasil ainda não merecia a distinção dada aos membros dos BRICs. Mas isso não era tudo, o mais alarmante para o futuro do País era que “Luis Inácio Lula da Silva, um socialista, tinha sido eleito presidente”.
Após as preocupações iniciais, diz o Morning, o resultado foi melhor do que o esperado: Lula se revelou um moderado, não tanto como seus antecessores, mas nem de longe comparável com o vizinho Hugo Chavez, da Venezuela.

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