Evitar uma recessão com efeitos globais passa a ser o maior desafio do novo chefe do banco central americano, Ben Bernanke
~vr::- ;-Ã EN BERNANKE, que assu-:i J' miu o BC dos EUA (o :]""v, Fed) no ano passado, , [i:: -;>: passa pelo maior desafio de sua carreira. Ainda à sombra de seu antecessor —Alan Greenspan foi alçado à categoria de mito vivo por economistas e analistas de mercado—, Bernan¬ke caminha no fio da navalha
De um lado está a opção de dar mais tempo para que o mercado se encarregue de limpar o cená¬rio dos fundos responsáveis pela crise (os hedge funds). Do outro está a possibilidade de a maior economia do mundo entrar em recessão por conta da interven¬ção insuficiente —ou tardia— de sua autoridade monetária. A úni¬ca certeza, que não alivia muito, é que a inflação deixou de ser o centro das preocupações do Fed. As dívidas que deflagraram a crise financeira mundial —as hi¬potecas americanas em atraso— são estimadas em US$ 212 bi-lhões. E pouco diante de um montante de dívida imobiliária que, nos EUA, chega perto de US$ 10 trilhões. Mas esses em-préstimos problemáticos têm es¬cala suficiente para causar estra¬go, em especial se afetarem —pe¬la restrição geral do crédito— o poder de compra das famílias.
A crise mostrou as fragüidades de alguns alicerces das novas fi-nanças, principalmente os ins-trumentos que prometiam transferir riscos de inadimplên-cia. Obrigações de devedores du-vidosos foram trinchadas, rea-grupadas e vendidas para fundos
agressivos, em busca de altos rendimentos, e os riscos se espa-lharam pelo planeta
A fim de conter o pânico após o movimento de manada de venda de ações e títulos de dívida, os bancos centrais do mundo rico emprestaram mais de US$ 400 bilhões. Mas a bola agora está com o Fed, que tem uma crise ao mesmo tempo doméstica e mun-dial para administrar.
O objetivo da instituição che-fiada por Bernanke é gerenciar uma desinflação de vários ativos sobrevalorizados pela especula¬ção: imóveis, commodíties, bó¬nus, moedas, ações etc. E de fazê-lo sem provocar desemprego. lrata-se de uma estratégia cuja implementação exigirá mais arte do que técnica
Na sexta o Fed diminuiu em 0,50 ponto de porcentagem (pa¬ra 5,75%) o juro do seu emprésti¬mo emergência!. A taxa de redes-conto é utilizada para socorrer instituições com dificuldades fi-nanceiras de curto prazo. O BC americano, contudo, não fez o que boa parte do mercado espe¬rava: baixar seus juros básicos antes da reunião ordinária de 18 de setembro do FOMC, o órgão homólogo ao nosso Copom.
Assim, o Fed opta por ganhar tempo e observar outros indica¬dores. Prefere também não açu-lar no mercado —com uma baixa emergencial da taxa americana análoga à Selic brasileira— a in¬terpretação de que a autoridade monetária enxerga uma situação calamitosa Fio da navalha
A julgar pelo passado, o Fed tem demonstrado discernimen¬to e liderança para determinar quando uma crise financeira cor¬re o risco de se tornar crise eco¬nómica e, caso isso aconteça, co¬mo intervir para mitigá-la. O mundo confia na confirmação desse retrospecto.
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sábado, 7 de março de 2009
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