Disponível em: <http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=55625>.
Acesso em: 17 mar. 2009.
Fitch rebaixa rating de banco por aumento da inadimplência
por FinancialWeb
16/03/2009
Segundo a classificadora, perspectivas apontam que taxa de não-pagamento do IBI continuará aumentando
SÃO PAULO - O aumento da inadimplência dos consumidores fez com que a agência classificadora de risco Fitch Ratings anunciasse, nesta segunda-feira (16), o rebaixamento das notas do Banco IBI. O comunicado indica que os ratings nacionais de longo e curto prazos de A(bra) para A-(bra), no primeiro caso, e de F1(bra) para F2(bra), no segundo caso.
Além disso, a classificação ficou em perspectiva negativa, o que significa que existe espaço para uma nova redução na pontuação. “Estas ações refletem a contínua deterioração da qualidade de crédito e seus efeitos sobre o perfil de crédito e desempenho do banco”, afirmou a nota, lembrando que a postura foi tomada mesmo diante da disposição do controlador suíço da instituição, Cofra Holding AG, em suportar o IBI.
De acordo com o documento, “a inadimplência, já bastante elevada, pode continuar crescendo e atingir patamares ainda maiores em função do atual ambiente macroeconômico”.
Os ratings do IBI contemplam a flexibilidade financeira proporcionada pela franquia mundial da Cofra; a estratégia bem definida do grupo no varejo; bem como as sinergias com a rede varejista C&A no Brasil (C&A); e o relativo êxito do processo de parcerias e acordos operacionais com redes de varejo (algumas em maturação), que visam aumentar a base de distribuição de produtos do IBI e reduzir sua dependência em relação à C&A.
“Na visão da agência, uma maior deterioração da qualidade de crédito e do desempenho do banco podem levar ao rebaixamento dos ratings. Por outro lado, estes poderiam ser beneficiados, caso haja melhora consistente da qualidade de crédito, associada a maiores informações sobre a capacidade de apoio financeiro da Cofra”.
Crescimento
Desde o quarto trimestre de 2007, o IBI apresenta forte incremento na inadimplência, bem acima do esperado pelo banco e de seus índices históricos, em função do menor rigor no deferimento do crédito naquele ano, para capturar maior volume de operações.
A qualidade de crédito, conforme os analistas, sofreu forte deterioração e os créditos nos piores ratings aumentaram para 30% da carteira em dezembro de 2008 (24% em 2007 e 17% em 2006), comprometendo sua rentabilidade.
Embora seu resultado tenha sido beneficiado por ganhos não recorrentes de R$ 24 milhões, seus retornos decresceram de 29% em 2006 para 22% em 2007 e 7,7% em 2008, registrando lucro de R$ 59 milhões.
“O banco acredita que deverá apresentar índices de inadimplência no mesmo patamar de 2005 e 2006 no segundo semestre 2009 e os de rentabilidade, em 2010. No entanto, a Fitch considera esta meta difícil diante do cenário de aumento generalizado da inadimplência ocasionado pela crise financeira global a partir de setembro de 2008”, finalizaram.
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terça-feira, 17 de março de 2009
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